Categories: The Big Ones

Alphabet com receitas de 350 mil milhões de dólares

As receitas da Alphabet em 2024 atingiram o valor recorde de 350 mil milhões de dólares (cerca de 21% acima do PIB de Portugal), o que representa um crescimento de 14% face a 2023, e um lucro de 100 mil milhões, o que representa um crescimento de 35%.

No quarto trimestre de 2024, as receitas foram de 96,5 mil milhões de dólares, um aumento de 12% em relação ao período homólogo e o lucro líquido foi de 26,5 mil milhões de dólares, o que representa um aumento de 28%.

As receitas de publicidade em 2024 na pesquisa da Google atingiram os 198 mil milhões de dólares, o que representa um crescimento de 13%, e as receitas do YouTube foram de 37 mil milhões de dólares, 17% acima de 2023.

No que diz respeito às receitas da unidade de cloud, que engloba as infraestruturas de AI e as soluções de AI generativa, as receitas cresceram em 2024, atingindo o valor de 43,4 mil milhões de dólares.

A Alphabet anunciou ainda que planeia reforçar para 75 mil milhões de dólares o investimento em infraestruturas (anteriormente tinha anunciado um investimento de 57,9 mil milhões de dólares).

Lucros da Amazon quase duplicam

A Amazon registou receitas de 187,79 mil milhões de dólares no quarto trimestre de 2024, uma subida de 10% em relação ao período homólogo.

Relativamente ao lucro líquido, este valor ficou nos 20 mil milhões, face aos 10,6 mil milhões registados no trimestre homólogo, praticamente o dobro.

Nos serviços cloud (Amazon Web Services), as receitas foram de 28,79 mil milhões, um aumento de 19% em relação ao período homólogo.

No que diz respeito ao ano, a Amazon reportou lucros de 59,2 mil milhões de dólares, um aumento de 94,74% em relação aos 30,4 mil milhões de dólares registados em 2023. Já as receitas foram de 638 mil milhões de dólares, uma subida de 11% relativamente ao ano anterior (de 574,8 mil milhões de dólares).

Na apresentação dos resultados, o CEO da Amazon, Andy Jassy, anunciou que a empresa vai aumentar os investimentos em tecnologia de inteligência artificial este ano, com planos de um “investimento bastante significativo em robótica e automação”.

Disney com receitas e lucros acima do esperado

A Disney registou, no mais recente trimestre, receitas de 24,69 mil milhões de dólares, um aumento de 4,8% em relação ao período homólogo (de 23,55 mil milhões de dólares).

Em relação ao lucro líquido, este valor aumentou cerca de 23%, para 2,64 mil milhões de dólares (contra 2,15 mil milhões registados no mesmo trimestre do ano anterior).

No que diz respeito às plataformas de streaming, o número de assinantes da Disney+ foi de 124,6 milhões, em comparação com 125,3 milhões registados no trimestre anterior, uma diminuição de cerca de 1%. Já o total de subscrições da Hulu aumentou 3% durante o período, para 53,6 milhões.

A empresa tinha referido, na apresentação dos últimos resultados, que esperava uma “modesta diminuição” nas subscrições durante o período de dezembro. Agora, voltou a anunciar que prevê outra “modesta diminuição” nas subscrições durante o próximo trimestre.

A Disney destacou o seu domínio nas bilheteiras de cinema, no ano passado, com a ajuda de filmes como “Deadpool & Wolverine” da Marvel e “Divertidamente 2” da Pixar, e com a estreia de “Vaiana 2”.


Sandra Lucas Ribeiro

Sandra é Co-founder e Managing Partner da Instinct desde a sua criação em 2012, tendo sido COO durante os 10 anos que a Instinct representou a Fabernovel em Portugal. Depois de 7 anos dedicados ao jornalismo, na rádio e na televisão, participou na criação de uma das primeiras agências digitais em Portugal em 1998, a Absolut System adquirida pelo grupo WPP passando a OgilvyInteractive onde foi durante 5 anos Diretora de Serviço ao Cliente. Ao longo da sua carreira passou ainda por várias agências, como a Partners, a Grey e a Strat. Apaixonada pelas ciências sociais, em particular pela revolução social provocada pelo digital e pelo impacto das novas tecnologias no comportamento humano e no mundo dos negócios. Formada em Psicologia (Université Paris 8), em Marketing Management (Católica Business School of Lisbon), Jornalismo (CENJOR) e em Luxury Brand Management (Executive Course - ISEG), tem-se dedicado nos últimos anos ao Human-Centered Design (IDEO.org) e ao estudo das emoções na experiência digital.

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