Mobile ganha quota na publicidade

O mobile está a assumir-se como a plataforma de referência para os utilizadores e é um dos grandes responsáveis pelo crescimento exponencial das receitas de publicidade dos dois grandes players neste segmento: Google e Facebook.

Nos últimos anos, têm sido levantadas questões sobre a capacidade da Google fazer a sua transição para o mobile, mas a empresa está a saber tirar vantagem da forma como o mundo está a mudar (utilizadores vivem no mobile e a dimensão dos ecrãs dos smartphones favorece as pesquisas e a visualização de vídeos no YouTube) captando receitas de 19,14 mil milhões de dólares em publicidade.

A Google pode vir a utilizar as suas plataformas, como o Google Maps, para integrar diferentes formas de publicidade, antecipando ofertas em que os utilizadores possam estar interessados e adicionar anúncios a essas previsões. Pode ainda criar novos serviços cognitivos que permitem ao utilizador optar ou não pela subscrição e obter uma experiência de subscrição contextualizada.

O Facebook é, no entanto, quem domina em termos de receita de publicidade no mobile: representou 81% (5,2 mil milhões de dólares) da receita total no último trimestre (mais de 90% dos 1,71 mil milhões de utilizadores da rede social estão nos dispositivos móveis). A este ritmo, a rede social irá gerar, este ano, receitas superiores a todos os jornais norte-americanos juntos.

À medida que o Facebook continua a migrar a sua plataforma de publicidade para o mobile vai ganhando maior quota de mercado. E, tal como a Google, tem plataformas, como o WhatsApp, Messenger e Instagram, com potencial de fazer crescer a audiência e criar maiores receitas por utilizador.

A empresa de Mark Zuckerberg já possuiu quatro produtos com mil milhões de utilizadores (Messenger, Facebook, Groups e WhatsApp), tendo alguma vantagem sobre a Google em termos de informação sobre os utilizadores e em captar o interesse dos anunciantes.

“Os produtos só se tornam negócios interessantes a partir do momento em que atingem mil milhões de utilizadores”. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook

Porque é que o Messenger, por exemplo, é interessante? Tem o potencial de diversificar as receitas do Facebook, tornando-se na plataforma de referência no domínio do comércio de conversação e serviço ao consumidor. A monetização dos chatbots, através do Messenger, poderá vir a render receitas anuais de 32 mil milhões de dólares.

Este crescimento do ecossistema de bots beneficia os media e marcas: as Apps de chat estão a ser cada vez mais utilizadas pelos media como plataforma para distribuição de conteúdos, como o bot da CNN, por exemplo.

Já o negócio da pesquisa ainda é totalmente dominado pela Google, mas, com 1,7 mil milhões de utilizadores, o Facebook poderá posicionar-se para potenciar mais pesquisas no seu “ambiente social” e começar a ganhar terreno (procurar pelo melhor hotel, restaurante, etc. com base nas opiniões partilhadas no universo do Facebook).

Tanto a Google, como o Facebook são fortíssimos candidatos para transformar um mundo centrado na publicidade para um mais ligado a uma experiência de assistência ao consumidor – através de chatbots e das suas assistentes virtuais, Google Now e M, respetivamente.

INSTINCT

Fundada em 2012, em Lisboa, a Instinct foi uma das primeiras agências de inovação em Portugal. Inspirada pelas empresas líderes na nova economia e com uma abordagem customer-centric, a Instinct ajuda as empresas a mudar o foco: Conhecer os clientes antes da estratégia, pensar numa solução antes da tecnologia e, sobretudo, testar antes de investir. Da consultoria, passando pelo design, pela tecnologia e pela comunicação, a Instinct ajuda as grandes empresas a executar a sua melhor versão de futuro. E-mail: hello@instinct.pt

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