Já aqui dissemos que na Era digital o conteúdo continuará a ser Rei e que os players de TV overt-the-top estão a posicionar-se para captar estes ativos e enriquecer os seus serviços de streaming… a corrida à live TV vai começar!
A Google vai lançar a YouTube TV com o seu serviço de streaming Unplugged (35 dólares/mês), que incluirá, para já, a ABC, NBC, Fox e CBS e canais por cabo afiliados como a ESPN, Disney Channel, MSNBC, National Geographic e Fox News. Estes conteúdos serão distribuídos juntamente com os conteúdos nativos do YouTube, integrando o serviço pago – com conteúdos originais de música, séries, etc. – YouTube Red (ainda não está disponível em Portugal).
Quais as vantagens competitivas da YouTube TV?
Como diz Larry Page, a Google não é uma empresa convencional e não se foca na rentabilidade a curto prazo. E por isso, para já, está mais preocupada em melhorar a experiência do utilizador neste novo serviço:
“The approach we’ve taken with all new products is looking at: Are we solving a real problem? Is this something we care about? And if we are successful, will it make a difference?” – Susan Wojcicki, CEO do YouTube.
Silos dissipam-se…
À medida que os fornecedores de cabo apostam em ofertas on-demand (AT&T com DirecTV Now; a Dish com a Sling TV, etc.) e os distribuidores over-the-top investem mais em conteúdos de TV (Hulu, Amazon, YouTube…), os silos da TV tradicional e dos serviços on-demand estão a dissipar-se.
Uma vez que melhoram a experiência do utilizador e aceleram a inovação na indústria de TV, as empresas tecnológicas estão bem posicionadas para entrar neste negócio, embora as negociações com a indústria de entretenimento nem sempre sejam fáceis. A Apple, por exemplo, teve algumas dificuldades em captar conteúdos para o suposto serviço de streaming de TV que estava a preparar. A Hulu (detida pela Disney, Comcast, Time Warner e 21st Century Fox), no entanto, está a implementar a mesma estratégia que tudo indica a Apple estaria a planear, pelo que a compra da Hulu pode ser uma das opções em cima da mesa para a Apple.
O facto de as tecnológicas estarem a invadir o território dos media, produzindo conteúdos, disponibilizando as suas plataformas de distribuição e captando publicidade, tornará cada vez mais difícil a vida às empresas de media que não alarguem e diversifiquem os seus modelos de negócio.
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