3 boas práticas para melhorar a sua organização de forma contínua

Test&Learn, Lean, Agile. As novas formas de trabalho assentam todas na iteração. Para implementar a melhoria contínua, são exigidas competências bastante fáceis de apreender, mas isso requer uma cultura corporativa específica, que é muito mais difícil de implementar. Aqui ficam três pequenas reflexões (este artigo não é exaustivo) baseadas no sucesso dos líderes da nova economia.

1) Medir o sucesso com frugalidade

As organizações têm já uma longa tradição na idealização, conceção e lançamento de produtos e serviços, mas, atualmente, estão a aprender a fazê-lo mais rápido, melhor e, acima de tudo, estão a aprender a medir o sucesso.

Quantos dos nossos clientes perderam o acesso às suas contas no Google Analytics? Quantos possuem dashboards detalhados e não tomam nenhuma medida com base nesses dados? É preciso ter cuidado nesta fase para não confundir o meio com a finalidade. Não se trata tanto de implementar dispositivos de data, uma DMP – Data Managment Platform  ou de aplicar os princípios Lean Analytics, mas sim de implementar um sistema de IT e recursos humanos capazes de melhorar uma experiência de forma contínua. A dimensão cultural é a chave. Sim, é importante que a experiência de utilização destes dados seja uma fonte de entusiasmo e que as equipas os consultem e identifiquem melhorias concretas.

As pequenas receitas provenientes de uma gestão lean mostram que a frugalidade dos KPIs são o caminho certo. Analisar pouco, mas bem. Escolha bem os KPIs, ordene-os, priorize-os, escolha só alguns e altere-os, posteriormente, se não forem os adequados.

2) Desenvolver uma liderança forte a todos os níveis nas suas equipas

Uma vez implementados os KPIs, é importante criar as condições para a sua fiabilidade, o que implica uma grande transparência e liderança das equipas.

Para as empresas tradicionais, isto é extremamente difícil. A hierarquia cria uma distorção da informação. Nas grandes organizações, trabalha-se a informação tanto ao nível do que se quer dizer como na maneira de o fazer. Em suma, faz-se política.

Os líderes da nova economia foram bem-sucedidos na implementação de culturas e organizações que promovem a transparência e a liderança. Tal podemos verificar nos Culture Books dos grandes players de Silicon Valley. Se tiver 5 minutos, consulte o da Zappos, que não vai perder o seu tempo.

Doutrinas como as da Gestão 3.0 ou da liberation management estão em crescimento e são unânimes: a liderança não depende da idade, nem da posição hierárquica, é uma questão de personalidade, de competência, de vontade.

Neste tipo de organizações, os ciclos de decisão são mais curtos, os KPIs são partilhados mais facilmente e o sistema sofre melhorias com maior rapidez.

A Google, por exemplo, implementou um sistema Objective & Key Results partilhado com todos os colaboradores e com o qual cada um se compromete: cada colaborador é autónomo, os seus objetivos estão alinhados com os da empresa e os indicadores de sucesso são transparentes.

3) Valorizar o fracasso (com algumas condições)

A própria noção de fracasso carece de definição. Ou melhor: o que se considera um fracasso, na verdade, raramente o é a 100%. Há sempre uma aprendizagem. O que resultou? O que não resultou? Que ilações podemos tirar?

O trabalho de análise é difícil de levar a cabo e pode passar por diferentes estados emocionais que temos de aprender a superar. É importante lutar contra o fatalismo. Quando “falhámos seis vezes” não quer dizer que “falharemos na sétima”. Pelo contrário, é importante exigir um feedback construtivo.

Por vezes, temos de saber aceitar que a aprendizagem passa por “abortar o projeto” e adotar o princípio conhecido em Silicon Valley como “fail harder”: falhar mais rápido e mais forte. Se sente que deve abandonar um projeto, é melhor que o faça o mais rápido possível e que concentre esforços noutra coisa.

O fracasso é aceitável quando as ambições estabelecidas são elevadas. Will Marshall lidera a startup Planet, fundada em 2010 por uma equipa de antigos cientistas da NASA. A empresa está numa posição invejável de líder na gestão de nano-satélites que permitem tirar fotografias da Terra. Marshall costuma dizer à sua equipa que “se nunca perderam um satélite é porque não desafiaram, suficientemente, os limites”. Dá que pensar.

INSTINCT

Fundada em 2012, em Lisboa, a Instinct foi uma das primeiras agências de inovação em Portugal. Inspirada pelas empresas líderes na nova economia e com uma abordagem customer-centric, a Instinct ajuda as empresas a mudar o foco: Conhecer os clientes antes da estratégia, pensar numa solução antes da tecnologia e, sobretudo, testar antes de investir. Da consultoria, passando pelo design, pela tecnologia e pela comunicação, a Instinct ajuda as grandes empresas a executar a sua melhor versão de futuro. E-mail: hello@instinct.pt

Recent Posts

Dyson cria escova de dentes com AI

A CameraJet tem inteligência artificial que identifica os espaços entre os dentes e permite direcionar…

17 horas ago

“Look deep into nature, and then you will understand everything better.”

Albert Einstein, físico teórico alemão

17 horas ago

YouTube integra produtos da Amazon nos vídeos

Claude passa a lembrar-se das conversas | Instagram automatiza edição de Reels

2 dias ago

Uplift quer fabricar microcasas como se fossem automóveis

A startup norte-americana está a desenvolver microcasas modulares, produzidas em linha e instaladas em poucos…

3 dias ago

Nvidia fecha compra da Hugging Face

Google cria solução para o enjoo em viagem | Apple renova Mac mini e Mac…

4 dias ago

Dario Amodei: Temos de abrandar a AI…

Neste Weekend, sugerimos uma reflexão sobre o futuro da inteligência artificial pelas palavras de Dario…

6 dias ago