A Louis Vuitton lançou um novo smartwatch no segmento de luxo, em parceria com a Google e com a Qualcomm. Este movimento mostra uma atitude proactiva em relação às novas “regras” impostas pelo digital. Os dados são o petróleo da nova Economia e os objetos conectados são uma das principais fontes de informação sobre os comportamentos dos utilizadores.
Esta pode ser só a ponta do iceberg para a Louis Vuitton… A marca possui um vasto portfólio de produtos aos quais pode adicionar conectividade – malas de viagem, calçado, vestuário, acessórios, etc. – e recolher dados relevantes que lhe permitam expandir a oferta de serviços com valor de utilidade (o novo relógio, por exemplo, inclui Apps exclusivas, com várias informações sobre voos; e uma App com guias de viagem que, com base na geolocalização, envia informações, em tempo real, relativas a hotéis ou restaurantes mais próximos).
A integração do sistema operativo da Google, Android Wear, em novos modelos de smartwatches tem sido a opção de algumas marcas de relógios tradicionais para concorrer com a Apple, que possui software (iOS) e hardware (Apple Watch). A Apple com o Apple Watch e é já a marca nº 2 de relógios em termos de receitas (só ainda não ultrapassou a Rolex).
À semelhança do que aconteceu com o mercado dos smartphones, em que marcas como a Samsung ou Xiaomi utilizaram o sistema operativo Android da Google para impulsionar os seus negócios e concorrer com o iPhone, a mesma estratégia ao que tudo indica está a ser implementada por algumas marcas tradicionais cuja oferta de produtos inclui relógios.
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