As fantasias sobre foguetões e viagens espaciais começaram na infância e mantiveram-se incubadas. Não era de estranhar que Elon Musk estivesse a conviver com amigos da PayPal e de repente sacasse de um manual de um foguetão russo e se pusesse a ler. Foi todo este estudo sobre a indústria espacial e sobre a física que lhe permitiram pegar numa folha de cálculo e perceber que era possível construir, montar e lançar um foguetão com custos inferiores aos das empresas de lançamentos existentes.
Foi em 2002 que Elon Musk fundou, então, a SpaceX, em Los Angeles, que, hoje sabemos, está a revolucionar a indústria espacial através de foguetões reutilizáveis que reduzem significativamente o preço dos lançamentos. Mas até chegar aqui, percorreu um longo caminho, com uns quantos foguetões em chamas.
O documentário “De volta ao Espaço” da Netflix mostra alguns dos momentos mais marcantes na história da SpaceX, culminando numa missão histórica, em maio de 2020: levar dois astronautas da NASA até à Estação Espacial Internacional, partindo do solo americano, com o objetivo de conseguir a autorização da NASA para estes voos tripulados.
Esta é uma história de superação, com muitos nervos e superstições à mistura.
O documentário é, a meu ver, inspirador para qualquer empresa, sobretudo porque demonstra a importância da persistência e de não ter medo de falhar para alcançar um propósito maior.
Aqui podemos ver, por exemplo, como a SpaceX enfrentou o ceticismo de astronautas da NASA, que Elon Musk considerava os seus heróis. Neil Armstrong, Gene Cernan e Jim Lovell tinham dúvidas de que a SpaceX atingisse os standards de segurança e as metas de custos a curto prazo.
Em 2012, Elon Musk já tinha falado sobre este tema numa entrevista no programa 60 Minutos, com Scott Pelley, que também vale a pena (re)ver. 🙂
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