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Inteligência artificial, entre a caixa de Pandora e a esperança

A inteligência artificial está nas bocas do mundo. Uma pesquisa rápida no Google e, todos os dias, temos uma lista enorme de notícias. Umas mais alarmistas, outras nem tanto: “Inteligência artificial cria bebida energética”; “A inteligência artificial vai acabar com a civilização?”; “Porque é que algumas celebridades estão a aderir a deep fakes”; “O que é a inteligência artificial? Guia de A-Z”. E por aí adiante.

A verdade é que, até agora, foi a ficção científica que nos fez sonhar com um futuro em que a inteligência artificial é presença assídua nas nossas vidas – e, algumas vezes, antecipou um cenário catastrófico em que éramos dominados por máquinas. É provável que lhe venha à memória “O Exterminador Implacável” com Arnold Schwarzenegger. Mas será a inteligência artificial uma caixa de Pandora que foi aberta?

Em 2020, o YouTube lançou a série original “The Age of A.I”, com 8 episódios. Apresentada pelo ator americano Robert Downey Jr., esta série dá-nos a conhecer os inovadores que estão a impulsionar desenvolvimentos impressionantes através da inteligência artificial.


Já pensou como seria se pudesse ter como parceiro criativo uma máquina que está conectada ao resto do mundo através da Internet? A Soul Machines está a tentar construir uma consciência digital (com capacidade equivalente à de um bebé) para criar avatares que aprendem, interpretam e interagem com o mundo como um humano.

“A cooperação humana é a coisa mais poderosa na história da humanidade. Cooperar com máquinas inteligentes definirá a próxima era da história.” – Mark Sagar, CEO da Soul Machines.

Na saúde, melhorar os diagnósticos permite antecipar, por vezes anos, o aparecimento de uma doença. Em hospitais na Índia, uma simples análise à retina, através de um algoritmo da Google, está a ajudar os médicos no diagnóstico precoce de retinopatia diabética, que é uma das principais causas de cegueira.

Não há dúvida de que a inteligência artificial vai abalar profundamente as nossas vidas pessoais e profissionais, mas, mais do que temer, é importante compreender os desafios e as oportunidades que estão ao virar da esquina. É um pouco isto que esta série nos traz, dando-nos a conhecer exemplos encorajadores de como a inteligência artificial pode estar do lado bom da “Força”.

Patrícia Silva

Gestora de comunicação e marketing na Instinct. Colaborou com a Visão, SIC, Rádio Renascença e duas publicações ligadas às temáticas da Energia e Cidades Inteligentes. Licenciada em Comunicação e Jornalismo pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, com uma Pós-Graduação em Jornalismo Multiplataforma pela Universidade Nova de Lisboa e uma Pós-Graduação em Digital Marketing and Analytics pela NOVA IMS.

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