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O medo pode ser o combustível para inovar

O manager de Bruce Springsteen, Jon Landau, deu-lhe aquele que considera ser o melhor conselho que recebeu até hoje: “olha para a big picture. Isto não é sobre ti, nem sobre mim – é sobre o álbum. Deixa o teu ego no carro e olha para a big picture”.

Jimmy Iovine começou como engenheiro de som envolvido na gravação de álbuns e considera que foi com os artistas que aprendeu tudo sobre a essência da música e sobre a indústria. Tinha 19 anos quando trabalhou com “gigantes” como John Lennon, Bruce Springsteen ou Patti Smith.

Neste weekend, deixo-lhe dois episódios do podcast Masters of Scale, em que Angela Ahrendts, ex-VP de retalho da Apple e ex-CEO da Burberry, conversa com Jimmy Iovine. Uma conversa inspiradora entre dois amigos, que entraram para a Apple, na mesma semana, em 2014.

No primeiro episódio, Jimmy Iovine fala sobre o seu percurso e sobre a criação da editora discográfica Interscope Records, onde quebrou a barreira entre as editoras e os artistas, permitindo aos artistas estar em controlo e ter liberdade criativa. Foi nesta fase que descobriu o hip-hop e artistas como Dr. Dre, com quem viria a fundar a Beats.

A ascensão da partilha de ficheiros e de plataformas como o Napster e o Kazaa fez com que as vendas de música entrassem em queda livre. Jimmy não ficou assustado: percebeu que era preciso uma nova abordagem que cruzasse a tecnologia e a música e que elevasse a indústria. A resposta estava em Steve Jobs, que sempre disse que o casamento entre as artes liberais e a tecnologia estava no ADN da Apple.

A Interscope tornou-se uma das primeiras editoras discográficas a “abraçar” o iTunes.

Na segunda parte desta conversa, Iovine conta a história por detrás da criação da Beats, em 2006, depois de ter tido uma conversa com Steve Jobs e da posterior venda da Beats à Apple, em 2014, por 3 mil milhões de dólares – até hoje, a maior aquisição da Apple.

Ao aceitar o medo, Jimmy Iovine começou a aperfeiçoar o instinto de enfrentar as barreiras que se impõem e ter a coragem de as derrubar.

Como Angela Ahrendts descreve: “os empresários e líderes que desenvolvem este instinto, têm vantagens enormes: novas ligações, novas conversas e o florescimento de ideias inovadoras”.

Se preferir, pode também ver a entrevista completa em vídeo:

Patrícia Silva

Gestora de comunicação e marketing na Instinct. Colaborou com a Visão, SIC, Rádio Renascença e duas publicações ligadas às temáticas da Energia e Cidades Inteligentes. Licenciada em Comunicação e Jornalismo pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, com uma Pós-Graduação em Jornalismo Multiplataforma pela Universidade Nova de Lisboa e uma Pós-Graduação em Digital Marketing and Analytics pela NOVA IMS.

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