No “Boom da AI”, confesso, torci o nariz quando começaram a surgir as primeiras peças geradas por AI. Principalmente quando se tratava de vídeo. Não fazia sentido para mim, que os filmes fossem 100% feitos com inteligência artificial. O cinema, a arte de criar histórias e emoções, estava agora reduzida a alguns prompts. Um processo tão humano, agora parecia… tão frio e mecânico. Mas a verdade é que estava a ver as coisas do ângulo errado.
Foi ao ver Air Head e Deflated, duas curtas realizadas com recurso a AI, que a minha opinião começou a mudar. Não porque os filmes escondam o uso da tecnologia (bem pelo contrário) mas porque mostram como a AI pode ser usada como uma extensão poderosa da criatividade humana, e não um substituto.
A história de um rapaz com uma cabeça de balão podia facilmente cair no ridículo ou no superficial, mas nestas curtas ganha emoção, humor e até uma certa melancolia. Há direção criativa, há escolhas estéticas inteligentes, há narrativa. Ou seja, sim, houve recurso a AI no desenvolvimento, mas houve um trabalho muito complexo para montar estas 2 peças. Muito trabalho humano.
AI não veio matar o cinema. Veio, sim, torná-lo mais acessível. Veio abrir a porta a todos os que sempre tiveram ideias na cabeça mas nunca os meios para as realizar. E isso é bonito. É uma democratização da produção criativa.
Claro, isso também significa que vamos ver muitos projetos medianos a aparecer… mas também significa que os verdadeiros criativos vão brilhar ainda mais. Porque, no final do dia, a AI é só uma ferramenta. Mas é a visão humana que decide o que fazer com ela.
Se “pessoas comuns” já conseguem criar curtas visualmente impressionantes e com histórias cativantes usando AI… imaginem o que os grandes criativos vão conseguir fazer com estas ferramentas nas mãos.
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