Consumo

Clucky: um despertador que não deixa adiar

  • A Clucky é uma aplicação de despertador que obriga o utilizador a completar desafios para conseguir desligar.
  • A app é gratuita, mas as funcionalidades completas exigem uma subscrição. O plano anual custa 34,99 euros em Portugal e está disponível para iPhone.

Adiar o despertador é fácil. A Clucky quer tornar mais difícil continuar na cama.

Esta aplicação troca o botão de desligar por uma missão. Para parar o alarme, é preciso resolver uma conta, memorizar uma sequência, agitar o telemóvel, caminhar, fazer flexões ou completar um desafio com a câmara. Cada alarme pode ter até três provas.

É como um personal trainer para acordar: não aceita desculpas e só se cala quando há ação. Ao contrário do habitual que o objetivo é retirar fricção na experiência, nesta app o objetivo é colocar a fricção no sítio certo para mudar o comportamento.

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O mecanismo é simples. A Clucky aumenta o esforço necessário para adiar o início do dia. Ao mesmo tempo, usa estatísticas de despertar e relatórios semanais para transformar uma rotina diária num hábito que pode ser acompanhado.

A funcionalidade Flock acrescenta pressão social. Grupos privados de amigos ou familiares podem acordar à mesma hora, ver quem já está de pé e comparar resultados. A aplicação usa o AlarmKit da Apple, por isso consegue tocar mesmo quando o iPhone está em modo silencioso ou Não incomodar.

O modelo de negócio também segue uma fórmula conhecida. A app é gratuita para experimentar, mas as funcionalidades completas exigem uma subscrição Clucky Pro. Em Portugal, custa 3,99 euros por semana ou 34,99 euros por ano.

Criada por Adrian Angelo Abelarde, antigo engenheiro de software da Fanatics, a Clucky está disponível apenas para iPhone.


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Sandra Lucas Ribeiro

Sandra é Co-founder e Managing Partner da Instinct desde a sua criação em 2012, tendo sido COO durante os 10 anos que a Instinct representou a Fabernovel em Portugal. Depois de 7 anos dedicados ao jornalismo, na rádio e na televisão, participou na criação de uma das primeiras agências digitais em Portugal em 1998, a Absolut System adquirida pelo grupo WPP passando a OgilvyInteractive onde foi durante 5 anos Diretora de Serviço ao Cliente. Ao longo da sua carreira passou ainda por várias agências, como a Partners, a Grey e a Strat. Apaixonada pelas ciências sociais, em particular pela revolução social provocada pelo digital e pelo impacto das novas tecnologias no comportamento humano e no mundo dos negócios. Formada em Psicologia (Université Paris 8), em Marketing Management (Católica Business School of Lisbon), Jornalismo (CENJOR) e em Luxury Brand Management (Executive Course - ISEG), tem-se dedicado nos últimos anos ao Human-Centered Design (IDEO.org) e ao estudo das emoções na experiência digital.

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