A OpenAI integrou o ChatGPT Health com a Epic. A ligação vai permitir aos profissionais de saúde consultar dados autorizados dos doentes através da AI.
A ferramenta pode analisar notas clínicas, resultados de exames, medicamentos e informação de especialistas. Em alguns sistemas, o ChatGPT vai ficar disponível diretamente no registo clínico, sem obrigar os profissionais a mudar de plataforma.
A Epic reúne dados de mais de 325 milhões de doentes. A integração tem acesso apenas de leitura: pode consultar os registos, mas não os altera.
Isto é importante porque a adoção da AI na saúde depende menos de mais um chatbot e mais da integração nos sistemas que os profissionais já usam. Para a OpenAI, a parceria abre uma porta para um dos maiores ecossistemas de dados clínicos do mundo. Para a Epic, acrescenta uma nova camada de consulta à sua plataforma.
Será interessante acompanhar o impacto no trabalho clínico: quanto tempo poupa, que tarefas simplifica e como protege a privacidade dos dados.
Meta penaliza perfis criados por AI
O Instagram vai limitar o alcance de perfis que apresentam pessoas geradas por AI sem o revelar.
A plataforma vai substituir o rótulo “AI creator” por “AI-generated profile”. A nova designação torna explícito que a pessoa apresentada pela conta foi criada artificialmente, e não apenas que usa AI para produzir conteúdos.
As contas que não adotarem o identificador podem deixar de aparecer nas recomendações, incluindo no Reels e no Explorar. A regra não abrange perfis que usam AI apenas para editar ou melhorar publicações.
Na prática, a Meta está a ligar transparência a distribuição. Quem não identificar uma identidade sintética pode perder acesso aos principais motores de descoberta da plataforma.
O movimento mostra que a confiança está a tornar-se uma regra de produto, e não apenas uma questão editorial. O que importa observar agora é se este identificador ajuda as pessoas a distinguir identidades reais de artificiais — e se reduz os incentivos para esconder a utilização de AI.
Waymo expande robotáxis e testa a escala do negócio
A Waymo começou a disponibilizar os seus robotáxis em Denver, San Diego e Tampa. A empresa passa a operar em 14 cidades norte-americanas e vai alargar o acesso de forma gradual.
Em Denver e San Diego, a Waymo estreia o Ojai, um robotáxi elétrico desenhado de raiz para o transporte autónomo. O veículo é fabricado pela Zeekr, uma marca chinesa de automóveis elétricos do grupo Geely. A Waymo acrescenta os sensores, os computadores e a sexta geração do seu sistema de condução autónoma.
A expansão eleva a frota para mais de 4.000 veículos. O número mostra que a Waymo já não está apenas a provar que a tecnologia funciona. Está a testar se consegue repetir a operação em cidades diferentes e aproximar-se da rentabilidade.
Cada novo mercado exige adaptação às estradas, ao clima, às regras e aos padrões de mobilidade locais. É aqui que a vantagem tecnológica tem de se transformar em capacidade operacional.
O próximo sinal será económico: utilização dos veículos, custos por viagem e velocidade de expansão. É isso que vai mostrar se os robotáxis podem passar de uma demonstração tecnológica para uma rede de mobilidade sustentável.
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