Apple: Resultados do trimestre e o futuro… [Video]

A Apple divulgou na semana passada os resultados do seu segundo trimestre fiscal e muitos analistas ficaram assustados com o lucro de 9,547 mil milhões de dólares, ou seja, uma descida de 17,85% face ao trimestre homólogo.

Análise de resultados no trimestre (Q2 Homólogo) – 2013 Vs 2012
Dólares 2013 2012 Variação
Receitas (Mil Milhões) 43.603 39.186 + 11,2%
Lucro (Mil Milhões) 9.547 11.622 – 17,85%
Lucro por Acção 10,09 12,3 – 17,97%
Acumulado do primeiro semestre -2013 Vs 2012
Dólares 2012 2011 Variação
Receitas (Mil Milhões) 98.115 85.519 + 14,73 %
Lucro (Mil Milhões) 22.625 24.686 – 8,35 %
Lucro por Acção 23,9 26,17 – 8,67%

Muitos destes analistas, eram os mesmos que defendiam que a Apple deveria ter um iPhone e iPad mais barato para conquistar mais quota de mercado.

Ora, a partir de Setembro de 2012 com o lançamento do iPhone 5, a Apple passou a disponibilizar, não um, mas dois iPhones mais baratos: o iPhone 4 e o 4S, que imediatamente baixaram os preços. Em Outubro, com os lançamentos do iPad de 4ª geração e do iPad mini, ficaram também disponíveis 3 iPads mais baratos (iPad 2, 3 posteriormente descontinuado e o iPad mini).
Isto explica como o aumento nas vendas do iPhone em 6,65% e do iPad em 151% e que se traduziu num aumento de receitas de 11,2% no trimestre (vs homólogo). Ou seja, o objetivo de aumentar quota de mercado e receitas funcionou.

Para além disso, as receitas trimestrais do iTunes aumentaram para 2,4 mil milhões de dólares (+26,32% face ao período homólogo), o que demonstra a força do seu ecossistema e o aumento dos seus utilizadores. Como seria de esperar, este crescimento teve impacto no lucro e na margem operacional (que desceu para 37,5%, valor que continua a ser extraordinário para uma empresa desta dimensão). A “gigantesca montanha de dinheiro” que a Apple continua a acumular atingiu o valor de 145 mil milhões de dólares, motivo para muitos analistas e investidores a insistirem num aumento do dividendo… A Apple não distribuía dividendos desde 1995 e, no ano passado, passou a distribuir dividendos trimestrais de 2,65 dólares por trimestre. E anunciou um aumento de 15% para 3,05 dólares por trimestre, o que coloca a Apple como uma das empresas que mais dividendos distribui (cerca de 11 mil milhões de dólares por ano). Para além disso, reforçou a compra de ações próprias para 60 mil milhões de dólares até 2015, o maior valor de sempre que uma empresa alguma vez efetuou. O que demonstra uma enorme confiança da equipa de gestão em relação ao futuro da empresa.

E o que podemos esperar da Apple no futuro?
A Apple tem uma política de grande secretismo, mas há alguns sinais importantes que deixam pistas para o futuro.

Tim Cook (CEO da Apple), durante a apresentação de resultados referiu por diversas vezes a palavra “serviços”, ou seja, a Apple está a iniciar uma importante transformação para se focar em novos em serviços online.

Outro sinal é o rumor sobre um dos principais fornecedores da Apple a FoxConn estar a contratar 10 mil novos funcionários por semana… tudo indica que teremos novos iPhones, iPad e Mac´s em breve, e mais baratos.
Arrisco, por isso, antecipar algumas das novidades que a Apple nos apresentará em breve:

–       Junho durante o WWDC: Apresentação dos sistemas operativos: iOS7, MacOS com novas funcionalidades e serviços no iCloud.

–       Julho a Setembro: nova gama de iPhones e iPads.

–       Outubro: iWatch e serviço iRadio (rádio online).

–       Até Julho de 2014: Televisão.

Motivos pelos quais acredito que o futuro da Apple continuará a ser interessante e promissior…

Outros dados relativos aos resultados do segundo trimestre de 2013:

Liquidez / tesouraria (de fazer inveja a muitos países): 145 Mil Milhões de dólares (+ 31,58 % face ao homólogo).

iPhone: 37,4 milhões de unidades, +6,55% face ao homólogo.

iPad: 19,5 milhões, +151% face ao homólogo

Mac´s: 4 milhões, +0% face ao homólogo (o mercado global de computadores pessoais decresceu no trimestre  -14%)

iPod: 5,6 milhões (dos quais metade foram iPod Touch)

iTunesReceitas de 2,4 mil milhões de dólares, +26.32% face ao homólogo.

Nota: Artigo publicado nos jornais Diário de NotíciasMeios & Publicidade e Jornal Expansão (Angola).

 

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