HULU: A decisão de não venda [Video]

Quando foi criado o HULU?
hulu
2007

Em que países está disponível?
Apenas nos EUA e Japão.

Quem são os accionistas do HULU?
Disney, NBC/ComCast e 21th Century /FOX – NewsCorp
Ou seja, um consórcio de Media com empresas concorrentes, e “naturalmente” há divergências entre os accionistas…
O seu CEO, Jason Kilar deixou a empresa no final do primeiro trimestre.

Quantos subscritores têm?
4 milhões de utilizadores/subscritores dos quais 500 mil pagam 7,99$ /mês pelo serviço Hulu Plus com menos publicidade e conteúdos exclusivos.

Porque decidiram fazer este consórcio e esta empresa?
Perceberam que o valor dos conteúdos é essencial para sucesso no negócio.

Os factos:
Ganham mais dinheiro através dos distribuidores do que a venderem diretamente…. E é aqui que está o grande dilema no futuro deste projecto com estes accionistas.

A solução impossível:
Para terem peso nas negociações com operadores e tecnológicas, obrigaria a que centralizassem a venda dos direitos no consórcio HULU, e isso, nenhum dos accionistas vai aceitar.

Pela segunda vez (em dois anos), decidiram aceitar ofertas de compra pela HULU.
Surgiram vários Interessados: DirectTV, Time Warner, Yahoo! – as ofertas ultrapassaram os Mil Milhões
Os potenciais compradores estão interessados nos conteúdos e não especificamente na tecnologia.

Decisão final:
Não vender e injetar mais 750 milhões de dólares. Avaliam também a possibilidade de abrir a participação de mais um sócio a TimeWarner.

Porquê esta nova inflexão?
1) Não estão interessados em ceder os direitos atuais e de médio longo prazo ao comprador…

2) A anunciada disrupção na TV está para muito breve e possivelmente acreditam que o HULU pode ter um papel importante.

Media, um negócio com futuro:
O negócio de Media e dos conteúdos está cada vez mais interessante. E por isso é normal e natural que surjam consórcios que tentem criar poder de mercado e ecossistemas, tal como o HULU ou a UltraViolet onde participam mais de 70 empresas tecnológicas e de Media (Microsoft, Intel,…), com o objetivo de criarem alternativas aos gigantes…

E os gigantes quando entram nestes consórcios terão interesse efectivo no sucesso destes ecossistemas? Ou estão apenas como observadores e nos intervalos aproveitam para negociar com os grupos de Media e entenderem melhor o seu modelo de negócio?

A Amazon, por exemplo, já entrou, saiu e voltou a entrar no consórcio UltraViolet… e entretanto a Amazon já está também a produzir conteúdos para distribuir em exclusivo no seu ecossistema.

O mesmo está a acontecer com a Netflix, um puro distribuidor que já começou a produzir conteúdos próprios.

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Nuno Ribeiro
Portugal General Manager da agência de inovação FABERNOVEL. Foi diretor da unidade de negócio multimédia do grupo Global Media (2008 a 2012), diretor da unidade de negócios de Internet do grupo Cofina Media (1999 a 2008) e consultor do secretário de Estado da Comunicação Social para a área digital (1997 a 2002). Em paralelo com a atividade profissional foi docente, coordenador de programas executivos e pós-graduações nas Universidades: Católica-Lisbon, Europeia, ISEG e Lusófona (2001 a 2016). Colaborou com artigos de opinião e comentador, sobre temas de inovação, transformação digital e nova economia nos media: Visão, Diário de Notícias, Meios & Publicidade e Económico TV. 
Autor do livro Gerir na Era Digital (2011). É licenciado em Economia pela Católica-Lisbon, onde também concluiu o curso avançado Gestão de empresas tecnológicas e uma pós-graduação em Media e Entretenimento.
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