No livro de ficção científica Snow Crash (1992), Neal Stephenson imaginou um espaço virtual 3D no qual os humanos, avatars, podiam interagir. O livro é um dos favoritos de Sergey Brin, co-fundador da Google, e tornou-se numa referência sobre o potencial da realidade virtual em Silicon Valley.
Neal Stephenson foi até contratado pela Magic Leap, uma startup ligada à realidade aumentada e virtual que já captou um investimento de 1,4 mil milhões de dólares, 542 milhões dos quais vieram da Google. A empresa desenvolveu um dispositivo que faz com que objetos virtuais apareçam no mundo real, abrindo novas oportunidades para as indústrias cinematográfica (parceria com a Lucasfilm), dos jogos, de viagens e de telecomunicações.
A tecnologia desenvolvida pela Magic Leap é semelhante à do projeto HoloLens da Microsoft – um dos grandes players no domínio da realidade aumentada e virtual – que permite a interação com hologramas.
A realidade virtual é um bom candidato a ser a próxima grande plataforma de computação e, como já vem sendo hábito, as tecnológicas (pela primeira vez dominam o top 5 de empresas públicas mais valiosas do mundo) são as grandes impulsionadoras desta tecnologia.
O Facebook está empenhado em entrar neste terreno e talvez tornar realidade o que Ernest
Com a entrada no mundo do hardware, o Facebook quer dominar a tecnologia de realidade virtual (hardware e software) da mesma forma que Apple e Google dominam no mobile. Há rumores de que também a Google está a trabalhar secretamente num novo dispositivo para realidade aumentada e virtual.
Talvez o mobile – e os jogos – seja a plataforma onde a realidade virtual vai ganhar escala primeiro e mais rapidamente, dado que milhares de milhões de pessoas possuem smartphone. O jogo de realidade aumentada Pokémon Go, instalado por mais de 100 milhões de utilizadores, é um dos exemplos da força do mobile e tem dado visibilidade a outros jogos da Niantic, como o Ingress, mas também a outros, como o Father.io.
A realidade aumentada está também a criar ramificações noutras indústrias: a Nike, por exemplo patenteou um sistema de realidade aumentada para a conceção de roupas e está a criar produtos com recurso ao design computacional e prototipagem 3D; e a Disney concebeu um livro para colorir com realidade aumentada.
Crédito da imagem de destaque: Microsoft
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