O papel de serviços agregadores de conteúdos como o Netflix e o Spotify está, cada vez mais, a sobrepor-se ao papel dos operadores de telecomunicações, que ficam reduzidos a distribuidores de serviços de telecomunicação – bem-vindos à Era da TV/música over-the-top – ditando o fim das fronteiras entre tecnologia, media e telecomunicações.
Para diferenciar-se de outros serviços de streaming de música, como o Apple Music e Tidal, o Spotify, por exemplo, deu os primeiros passos na extensão do seu serviço de streaming de música com a exibição de clips da Comedy Central, ESPN, BBC e Vice e com o streaming de vídeos na App e produção de conteúdos originais, como é o caso da série que une desporto e música Trading Playlists. E agora esta sua ambição poderá sair reforçada com a presença de Ted Sarandos, diretor de conteúdos do Netflix, na administração da Spotify.
A “entrada” de Sarandos representa um fortalecimento das relações entre Spotify e Netflix para combater titãs como a Apple nas suas respetivas arenas de conteúdos e irá ajudar o Spotify a aprofundar o negócio de vídeo e o seu posicionamento enquanto agregador de conteúdos de media. O diretor de conteúdos do Netflix é experiente na negociação com estúdios de filmes tradicionais e redes de TV, bem como na criação de conteúdos originais – como foi o caso do “House of Cards” -, podendo ajudar a atingir alguns objetivos:
O serviço de streaming de música mais popular do mundo está também em conversações para adquirir o SoundCloud. Com um serviço complementar, esta é uma forma de o Spotify se fortalecer antes de se tornar público e manter a sua autenticidade intacta. Além disso, a base de utilizadores do SoundCloud oferece ao Spotify uma nova comunidade de utilizadores sem subscrição, mas também de potenciais compradores e que o ajudará na negociação com empresas de música (as grandes responsáveis pela maioria das receitas do Spotify , todos os anos).
O Twitter é outro exemplo de um media social que se tornou num agregador e distribuidor de conteúdos, com a compra de direitos de transmissão em direto de eventos desportivos.
A rede social terá contratado a Goldman Sachs para encontar potenciais compradores. Apple, Google, Facebook, Disney, Salesforce, Microsoft são só algumas das empresas que compõem o leque de interessados. Veja o comentário e análise de Nuno Ribeiro – Country Manager da FABERNOVEL sobre as vantagens de aquisição para estas empresas, no Económico TV.
Spotify entra no fitness digital | Meta reforça controlo parental na AI
O resumo da semana do SuperToast, 100% gerado por AI.
Lime apresenta pedido para IPO | Amazon abre rede logística a empresas
Criado pela Konel, um coletivo de design e inovação, o Pulse Pack apresenta-se como um…
Larry Fink, CEO da BlackRock
Model Y da Tesla é o primeiro a atingir nova norma de segurança nos EUA…