O Snap (empresa-mãe do Snapchat) utilizou o estatuto de rede social para escalar exponencialmente a sua base de utilizadores, mas está, lentamente, a posicionar-se como uma empresa de realidade aumentada e um agregador de conteúdos. Esta é uma visão Gafanomics com foco no core business para uma, posterior, alavancagem do poder das redes. O que demonstra a importância de criar primeiro um ecossistema, com uma base de utilizadores sólida, e só depois expandir o modelo de negócio, criando novas soluções/serviços.
A visão de Evan Spiegel (CEO) é transformar o Snap numa empresa de media e tecnologia, equiparada ao Facebook (embora tenha uma base de utilizadores bastante mais reduzida). A recente compra da startup de realidade aumentada Cimagine (por um valor entre os 30 e os 40 milhões de dólares) espelha a transformação que a empresa está a fazer. A empresa israelita que cria soluções de marketing, para mobile e dispositivos wearable, que permitem, através de um clique, visualizar produtos de retalho em 3D, em casa ou numa loja; sendo especializada nos segmentos de visão computacional, processamento de imagem em tempo real, desenvolvimento mobile e marketing;
Como é que o Snap pode fazer crescer o seu negócio com esta aquisição?
O posicionamento de empresas como o Snap, que possuem uma grande base de utilizadores (Snap possui 150 milhões de utilizadores ativos), reafirma a importância das marcas desenvolverem uma estratégia para a realidade aumentada, quer seja através da contratação de uma equipa especializada nesta tecnologia ou na criação de um laboratório, como forma de ganharem vantagem competitiva.
O Snap tornou-se também num agregador de conteúdos televisivos e está a expandir as suas parcerias para a produção de conteúdos originais. A empresa aprofundou a sua parceria com a Turner (uma unidade da Time Warner), já tinha estabelecido um acordo semelhante com a Viacom e com a NBCUniversal. Encorajando os utilizadores a verem mais vídeos na plataforma, o Snap poderá conseguir atrair mais receitas de publicidade e parcerias com empresas de conteúdos.
Além disso, a empresa poderá vir a utilizar os Spectacles para criar experiências diferenciadoras. Uma das equipas de hockey dos Estados Unidos, por exemplo, proporcionou aos fãs imagens de bastidores dos jogadores antes, durante e depois do jogo, através dos Spectacles, tendo postado vários vídeos no Snapchat da equipa. O canal Bleacher Report da Turner, que integrará conteúdos originais ligados ao desporto, poderá inspirar-se neste exemplo para fornecer conteúdos mais envolventes e intimistas de uma forma que a TV tradicional não faz.
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