Destaques GAFAnomics® [17/Mar/2017]

Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris

“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL. Aqui, encontrará a sua “torrada de inovação” sobre as últimas novidades da Network Economy. 

Fundador da Internet diz que é preciso “reparar” a web

Tim Berners-Lee, um dos fundadores da Internet, evidenciou que a web está a desvirtuar a visão inicial com que foi criada, há 28 anos. Isto porque os utilizadores perderam o controlo sob os seus dados pessoais; é fácil a difusão de informações falsas online; e não existem salvaguardas para a publicidade política online.

Segundo Berners-Lee, gigantes da Internet como o Facebook e a Google têm uma posição de liderança e, como tal, devem atuar como guardiões da web no combate a informações falsas, sem criar entidades centralizadas para determinar o que é “verdadeiro” e “falso”. Além disso, é relevante que as empresas encontrem uma forma de ‘devolver’ aos utilizadores o controlo dos dados pessoais, criando novos modelos de receita.

Facebook quer (mesmo) acabar com o Snapchat

O Facebook acaba de introduzir a “Day”, uma funcionalidade semelhante ao Snapchat que permite aos utilizadores partilhar e personalizar fotografias e vídeos.

Com quase 2 mil milhões de utilizadores e mais de mil milhões de utilizadores do Messenger e do WhatsApp, o Facebook é, de longe, a plataforma líder na área de media sociais e de messaging. E parece determinado em derrubar o seu rival Snapchat: depois de uma tentativa falhada de aquisição, por 3 mil milhões de dólares, em 2013, tem vindo a lançar múltiplas funcionalidades-clone do Snapchat, com forma de incentivar os utilizadores a partilhar fotos no Instagram (stories), WhatsApp (Status) ou no Messenger (Day), em vez de o fazerem no Snapchat. Ao tornar as suas plataformas bastante semelhantes, o Facebook está a criar bastante ruído e muitos utilizadores já se mostraram descontentes.

Netflix está a mudar a forma como vemos filmes

O Netflix anunciou que está a trabalhar numa nova “tecnologia interativa de storytelling” que irá permitir aos subscritores escolher o destino dos seus personagens preferidos em momentos-chave de um filme. Ao permitir aos utilizadores influenciar o cenário, o Netflix visa criar um maior envolvimento e incentivar mais horas de consumo dos seus conteúdos, uma vez que os subscritores  podem sentir-se atraídos pela curiosidade em descobrir todos os cenários possíveis.

A gigante do streaming online adiantou que vai começar a testar este formato em programas para crianças, dado que não são tão complexos como os conteúdos para outras audiências e acarretam custos de produção mais reduzidos.

Esta nova experiência deixa antever o esbatimento de fronteiras entre os filmes e os videojogos que poderá vir a acontecer no futuro quando a tecnologia de realidade virtual estiver massificada.

Uber quer transformar-se num marketplace de conteúdos

Ultimamente, a Uber tem feito as manchetes dos media por motivos menos favoráveis: está envolvida numa espiral de escândalos e acusada de adotar uma cultura corporativa severa.

Apesar disso, a gigante dos transportes continua a inovar, mantendo o enfoque nos seus produtos, e vai transformar a sua aplicação num marketplace de conteúdos: os mais de 100 milhões de utilizadores da Uber vão poder fazer pesquisas, diretamente através da aplicação, enquanto estão em viagem. Desta forma, poderá rentabilizar a atenção dos utilizadores ao “vende-la” às empresas que são suas clientes.

O tempo em viagem nos Estados Unidos atingiu as 19 horas por mês, uma média que só fica atrás do Facebook e do Spotify em termos de tempo de atenção. Esta aposta da Uber em tornar-se uma plataforma de media é mais do que um simples update, é uma forma de fazer parte do dia-a-dia dos clientes: passando de um meio de transporte do ponto A ao B para A a C(onteúdos).

Será que a Uber conseguirá desviar a atenção dos utilizadores dos escândalos por que está a passar graças à sua persistência em inovar? A questão continua sem resposta.

INSTINCT

Fundada em 2012, em Lisboa, a Instinct foi uma das primeiras agências de inovação em Portugal. Inspirada pelas empresas líderes na nova economia e com uma abordagem customer-centric, a Instinct ajuda as empresas a mudar o foco: Conhecer os clientes antes da estratégia, pensar numa solução antes da tecnologia e, sobretudo, testar antes de investir. Da consultoria, passando pelo design, pela tecnologia e pela comunicação, a Instinct ajuda as grandes empresas a executar a sua melhor versão de futuro. E-mail: hello@instinct.pt

Recent Posts

Resumo da semana: 25 de maio a 29 de maio

O resumo da semana do SuperToast, 100% gerado por AI.

10 horas ago

YouTube testa pesquisa com AI

Apple com novo tipo de subscrição na App Store | Snapchat aposta em anúncios com…

21 horas ago

Speediance: uma máquina que quer substituir o ginásio

A Speediance desenvolveu um equipamento de treino inteligente que combina exercícios de força e cardio…

2 dias ago

Receitas da Nvidia crescem 85%

DeepSeek revela novo modelo de AI | X lança nova app de mensagens

3 dias ago

Nauto: uma câmara inteligente para frotas

A Nauto criou uma solução de segurança automóvel direcionada principalmente para veículos de frota. O…

4 dias ago