Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris
“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL. Aqui, encontrará a sua “torrada de inovação” sobre as últimas novidades da Network Economy.
Segundo Berners-Lee, gigantes da Internet como o Facebook e a Google têm uma posição de liderança e, como tal, devem atuar como guardiões da web no combate a informações falsas, sem criar entidades centralizadas para determinar o que é “verdadeiro” e “falso”. Além disso, é relevante que as empresas encontrem uma forma de ‘devolver’ aos utilizadores o controlo dos dados pessoais, criando novos modelos de receita.
Com quase 2 mil milhões de utilizadores e mais de mil milhões de utilizadores do Messenger e do WhatsApp, o Facebook é, de longe, a plataforma líder na área de media sociais e de messaging. E parece determinado em derrubar o seu rival Snapchat: depois de uma tentativa falhada de aquisição, por 3 mil milhões de dólares, em 2013, tem vindo a lançar múltiplas funcionalidades-clone do Snapchat, com forma de incentivar os utilizadores a partilhar fotos no Instagram (stories), WhatsApp (Status) ou no Messenger (Day), em vez de o fazerem no Snapchat. Ao tornar as suas plataformas bastante semelhantes, o Facebook está a criar bastante ruído e muitos utilizadores já se mostraram descontentes.
A gigante do streaming online adiantou que vai começar a testar este formato em programas para crianças, dado que não são tão complexos como os conteúdos para outras audiências e acarretam custos de produção mais reduzidos.
Esta nova experiência deixa antever o esbatimento de fronteiras entre os filmes e os videojogos que poderá vir a acontecer no futuro quando a tecnologia de realidade virtual estiver massificada.
Apesar disso, a gigante dos transportes continua a inovar, mantendo o enfoque nos seus produtos, e vai transformar a sua aplicação num marketplace de conteúdos: os mais de 100 milhões de utilizadores da Uber vão poder fazer pesquisas, diretamente através da aplicação, enquanto estão em viagem. Desta forma, poderá rentabilizar a atenção dos utilizadores ao “vende-la” às empresas que são suas clientes.
O tempo em viagem nos Estados Unidos atingiu as 19 horas por mês, uma média que só fica atrás do Facebook e do Spotify em termos de tempo de atenção. Esta aposta da Uber em tornar-se uma plataforma de media é mais do que um simples update, é uma forma de fazer parte do dia-a-dia dos clientes: passando de um meio de transporte do ponto A ao B para A a C(onteúdos).
Será que a Uber conseguirá desviar a atenção dos utilizadores dos escândalos por que está a passar graças à sua persistência em inovar? A questão continua sem resposta.
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