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DESTAQUES GAFANOMICS® [16/JUN/2017]

joachim_renaudin

Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris

“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL. Aqui, encontrará a sua “torrada de inovação” sobre as últimas novidades da Network Economy. 

Amazon torna Prime mais acessível a alguns consumidores

amazon_primeA Amazon lançou uma promoção especial de adesão ao programa Prime (5,99 dólares/mês) para clientes que beneficiam de assistência governamental. A decisão não é um puro ato de caridade, pois a empresa está a tentar atrair os consumidores com rendimentos reduzidos que, tradicionalmente, são clientes da Walmart e que raramente fazem compras online.

De acordo com um estudo publicado, no ano passado, pela Piper Jaffray, os clientes do Prime tendem a gastar duas vezes mais.  A intenção da Amazon é de que os benefícios deste programa (entregas gratuitas, promoções em fraldas, Amazon Video…) atraiam consumidores com menor poder de compra e os convença a fazer mais compras.

A gigante do retalho começou por captar a classe média e alta americana e agora está a tentar atrair a restante audiência e tornar-se na plataforma central do e-commerce.

Apple lança coluna inteligente

homepodA Apple anunciou o HomePod, durante a conferência para programadores (WWDC): uma coluna inteligente que integra a sua assistente virtual, Siri. O novo dispositivo, que tem a intenção de concorrer com o bem-sucedido Amazon Echo e com o Google Home, possuirá uma qualidade bastante superior à dos seus concorrentes ao nível do som. O IT tem como enfoque proporcionar uma experiência fantástica ligada à música, em detrimento de capacidades como ligar o forno ou fazer uma lista de compras.

Algumas análises avançam que a Apple planeia impulsionar a sua base de 27 milhões de subscritores da Apple Music através do HomePod. Mas, não será o contrário? Na FABERNOVEL, acreditamos que o objetivo da Apple foi sempre vender dispositivos com elevadas margens de lucro, enquanto o objetivo da Google e da Amazon, respetivamente, são recolher dados; e criar um ponto de contacto direto com os clientes para vender produtos ou serviços. Talvez isto justifique o porquê de ser possível comprar um Echo e um Google Home pelo preço de um HomePod.

A China está a criar um novo gigante?

Toutiao
Com a última ronda de financiamento, atingiu uma valorização de mais de 10 mil milhões de dólares (tanto quanto o Twitter), é falado por toda a parte na China, mas são raros os que ouviram falar do Toutiao na Europa ou nos Estados Unidos. Este agregador de notícias chinês suporta-se em machine learning para fornecer aos utilizadores conteúdos personalizados com base nos seus interesses.

A App foi criada em 2012 por ex-colaborador da Microsoft e tem 700 milhões de utilizadores, dos quais 68 milhões estão ativos diariamente. A sua intenção é tornar-se na plataforma de referência no consumo de conteúdos, desafiando o Twitter, Facebook, Buzzfeed e New York Times. Contudo, o Toutiao tem uma abordagem diferente destas plataformas. O Twitter e o Facebook baseiam-se nas interações sociais para fornecer os conteúdos mais relevantes para cada um dos seus utilizadores; o Buzzfeed e o New York Times baseiam-se na qualidade dos conteúdos que produzem; enquanto as recomendações do Toutiao são geradas com base em inteligência artificial, nomeadamente machine learning.

2 grandes conclusões sobre esta notícia:

  • A China já fez a sua transição de uma economia de produção a custos reduzidos para um mercado pujante de alta tecnologia.
  • A inteligência artificial muda as regras dos jogos: novos players com poder tecnológico vão impulsionar mercados mais rápido do que nunca.

Ações da Apple em queda. Será passageiro?

GERMANY-US-IT-APPLEO valor das ações da Apple caiu 7% em apenas dois dias, o que para a empresa de Cupertino são dados anormais, visto que o valor das suas ações duplicou nos últimos 5 anos.

As perspetivas de receitas são boas: a Apple lançou um novo dispositivo, o HomePod, as receitas dos serviços estão a crescer e a empresa deverá lançar tecnologia para carros autoguiados, nos próximos anos. Então, porque é que os investidores “castigam” a Apple?

A nossa convicção é de que o iPhone é responsável por 62% da receita. A Apple manteve o valor das suas ações ao distribuir mais dividendos aos shareholders do que qualquer outra empresa no mundo. Contudo, o seu core business é vender hardware e não está à vista nenhum produto com o potencial do iPhone, que é a chave do ecossistema. A fé na marca não pode durar para sempre. Os gurus também não.

 

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