DESTAQUES GAFANOMICS® [23/JUN/2017]

Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris

“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL. Encontrará nesta morning toast as últimas novidades da Network Economy. 

Amazon adquire Whole Foods

A Amazon comprou a cadeia de produtos alimentares Whole Foods por 13,7 mil milhões de dólares. Com o anúncio, outras empresas concorrentes desvalorizaram mais de 40 mil milhões de dólares, enquanto a Amazon capitalizou cerca de 15,6 mil milhões, superando o valor total da compra da Whole Foods.

Porque é que esta notícia é tão importante?

  • A Amazon está a acelerar a sua aposta no retalho físico: quer tornar-se uma “Walmart” antes que a Walmart se torne uma “Amazon”.
  • Existem enormes sinergias com o negócio de produtos alimentares Amazon Fresh. A Amazon irá utilizar as 440 lojas da Whole Foods como pontos centrais para a distribuição de alimentos e expandir o seu negócio de B2C para B2B (restaurantes).
  • Por último, ao distribuir produtos alimentares, a Amazon mantém um contacto diário/semanal com clientes com maior poder de compra e fideliza-os ao seu ecossistema.

As sinergias são óbvias e é unanime que este foi um passo inteligente da Amazon, mas há  um novo desafio a enfrentar: a fusão cultural e organizacional.

Qual a diferença entre os monopólios tecnológicos e os “tradicionais”?

A aquisição da Whole Foods pela Amazon desperta questões de antitrust. O economista Luigi Zingales acredita que as gigantes tecnológicas estão condenadas a ser substituídas e que a, longo prazo, não representarão uma ameaça para a concorrência. “Os monopólios de hoje são as startups de ontem. Num sistema que funciona bem, a mudança é constante”, refere o economista. Provavelmente, é verdade: o Facebook disrompeu o Myspace, a Google derrubou o Yahoo! e, em poucos anos, a Apple fez com que a Blackberry “desaparecesse”.

Na FABERNOVEL, acreditamos que estes novos monopólios são diferentes dos tradicionais. A elevada dimensão atingida pelos monopólios tradicionais permitiu-lhes impulsionar economias de escala e, assim, oferecer bens e serviços a um preço mais reduzido. Por outro lado, os monopólios tecnológicos criam efeitos de rede para oferecer bens e serviços não-competitivos (Facebook) a custo zero ou baixo. Os efeitos de rede permitem a estas empresas fidelizar os seus consumidores (Amazon Prime, social graph do Facebook) e recolher um, cada vez maior, volume de dados para personalizar a nossa experiência. Aqui temos a resposta: a Amazon está para ficar.

Ikea: mobiliário em realidade aumentada graças à Apple

A  Ikea está a criar uma App de realidade aumentada, em parceria com a Apple, que permitirá testar a disposição de mobiliário na habitação – diferentes modelos, cores, etc. – e fazer compras diretamente a partir da App.

A retalhista sueca é a primeira grande marca a juntar-se à plataforma de realidade aumentada da Apple, apresentada recentemente. A empresa irá utilizar o ARkit, um conjunto de ferramentas disponibilizadas a programadores para que estes possam integrar funcionalidades de realidade aumentada diretamente nas suas Apps.

A Apple está a apostar na realidade aumentada como próxima grande plataforma, sugerindo que, brevemente, consumiremos conteúdos, compraremos bens ou jogaremos jogos em realidade aumentada. O Facebook também está a apostar em tecnologia de realidade aumentada, o que justifica o que facto de ter feito da câmara o foco central da maioria das suas Apps (Facebook, Messenger, Instagram) e de ter lançado uma plataforma aberta para programadores.

No entanto, ao possuir o iOS e a Appstore, a Apple pode impedir aplicações (incluindo o Facebook) de criar app stores dentro das suas Apps, uma vez que controla a cadeia de acesso da sua base instalada de mais de 500 milhões de iPhones e uma rede de programadores de aplicações. A App do Facebook pode ter 1,7 mil milhões de utilizadores, mas continua a ser uma aplicação dentro do sistema operativo da Apple.

INSTINCT

Fundada em 2012, em Lisboa, a Instinct foi uma das primeiras agências de inovação em Portugal. Inspirada pelas empresas líderes na nova economia e com uma abordagem customer-centric, a Instinct ajuda as empresas a mudar o foco: Conhecer os clientes antes da estratégia, pensar numa solução antes da tecnologia e, sobretudo, testar antes de investir. Da consultoria, passando pelo design, pela tecnologia e pela comunicação, a Instinct ajuda as grandes empresas a executar a sua melhor versão de futuro. E-mail: hello@instinct.pt

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