Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris
“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL. Encontrará nesta morning toast as últimas novidades da Network Economy.
Porque é que esta notícia é tão importante?
As sinergias são óbvias e é unanime que este foi um passo inteligente da Amazon, mas há um novo desafio a enfrentar: a fusão cultural e organizacional.
Na FABERNOVEL, acreditamos que estes novos monopólios são diferentes dos tradicionais. A elevada dimensão atingida pelos monopólios tradicionais permitiu-lhes impulsionar economias de escala e, assim, oferecer bens e serviços a um preço mais reduzido. Por outro lado, os monopólios tecnológicos criam efeitos de rede para oferecer bens e serviços não-competitivos (Facebook) a custo zero ou baixo. Os efeitos de rede permitem a estas empresas fidelizar os seus consumidores (Amazon Prime, social graph do Facebook) e recolher um, cada vez maior, volume de dados para personalizar a nossa experiência. Aqui temos a resposta: a Amazon está para ficar.
A retalhista sueca é a primeira grande marca a juntar-se à plataforma de realidade aumentada da Apple, apresentada recentemente. A empresa irá utilizar o ARkit, um conjunto de ferramentas disponibilizadas a programadores para que estes possam integrar funcionalidades de realidade aumentada diretamente nas suas Apps.
A Apple está a apostar na realidade aumentada como próxima grande plataforma, sugerindo que, brevemente, consumiremos conteúdos, compraremos bens ou jogaremos jogos em realidade aumentada. O Facebook também está a apostar em tecnologia de realidade aumentada, o que justifica o que facto de ter feito da câmara o foco central da maioria das suas Apps (Facebook, Messenger, Instagram) e de ter lançado uma plataforma aberta para programadores.
No entanto, ao possuir o iOS e a Appstore, a Apple pode impedir aplicações (incluindo o Facebook) de criar app stores dentro das suas Apps, uma vez que controla a cadeia de acesso da sua base instalada de mais de 500 milhões de iPhones e uma rede de programadores de aplicações. A App do Facebook pode ter 1,7 mil milhões de utilizadores, mas continua a ser uma aplicação dentro do sistema operativo da Apple.
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