Saúde

Dognosis: usa cães e AI para detetar cancro

  • A Dognosis desenvolveu o BreathEasy, um teste que analisa a respiração para procurar sinais de cancro. O sistema combina cães treinados, sensores e inteligência artificial.
  • Num estudo de Fase 2, identificou sete grupos de cancro com cerca de 91% de assertividade.

O BreathEasy é um teste de respiração da startup indiana Dognosis, que procura detetar sinais associados ao cancro com a ajuda de patudos.

O utilizador respira durante dez minutos para uma máscara. A amostra é depois analisada em laboratório por cães treinados, com apoio de sensores e inteligência artificial. A tecnologia identifica compostos orgânicos voláteis presentes na respiração e os animais detetam padrões associados a diferentes doenças. A AI transforma esses sinais em dados que podem ser analisados de forma mais padronizada.

Num estudo com 1.502 participantes, publicado no Journal of Clinical Oncology, o BreathEasy atingiu 91% de precisão na deteção de sete grupos de cancro. A Dognosis afirma que os resultados se mantiveram elevados nos casos em fases iniciais.

A Dognosis está, contudo, numa fase de validação. O BreathEasy está a ser testado em ensaios clínicos de maior dimensão e a empresa prepara um lançamento comercial na Índia em 2027, caso os resultados sejam positivos. A tecnologia ainda terá de provar que consegue manter o desempenho e funcionar em larga escala.

A empresa angariou 1,5 milhões de dólares numa ronda pré-seed em 2024 e recebeu entretanto novo financiamento, cujo valor não foi divulgado. A Dognosis afirma que pretende tornar o teste dez vezes mais barato do que um pacote convencional de rastreio de cancro.


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Sandra Lucas Ribeiro

Sandra é Co-founder e Managing Partner da Instinct desde a sua criação em 2012, tendo sido COO durante os 10 anos que a Instinct representou a Fabernovel em Portugal. Depois de 7 anos dedicados ao jornalismo, na rádio e na televisão, participou na criação de uma das primeiras agências digitais em Portugal em 1998, a Absolut System adquirida pelo grupo WPP passando a OgilvyInteractive onde foi durante 5 anos Diretora de Serviço ao Cliente. Ao longo da sua carreira passou ainda por várias agências, como a Partners, a Grey e a Strat. Apaixonada pelas ciências sociais, em particular pela revolução social provocada pelo digital e pelo impacto das novas tecnologias no comportamento humano e no mundo dos negócios. Formada em Psicologia (Université Paris 8), em Marketing Management (Católica Business School of Lisbon), Jornalismo (CENJOR) e em Luxury Brand Management (Executive Course - ISEG), tem-se dedicado nos últimos anos ao Human-Centered Design (IDEO.org) e ao estudo das emoções na experiência digital.

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