Não são só as startups que lançam campanhas de angariação de fundos para colocar os seus produtos no mercado. Grandes organizações como a GE, Pfizer, Unilever ou Hasbro também têm vindo a utilizar plataformas de crowdfunding, não porque não têm recursos para uma produção massificada, mas, sim, numa lógica de medir a procura e de ter uma percepção sobre o valor de utilidade de determinado produto para os consumidores.
Plataformas como a Kickstarter e Indiegogo (que incluem uma oferta específica para empresas e que assentam num tipo de crowdfunding tipicamente associado à validação de produtos) permitem validar o “apetite” do mercado em relação a novos produtos, criar notoriedade para a marca, iniciar uma venda antecipada e receber feedback.
Criando um maior envolvimento dos clientes é possível recolher insights sobre eventuais pontos de atrito na utilização de determinado produto; sobre opções de design, funcionalidades relevantes; ou “auscultar” o mercado em relação a produtos que possam vir a ser desenvolvidos futuramente.
A GE Appliances é protagonista de uma das histórias de maior sucesso no lançamento de campanhas de crowdfunding: a Opal, uma máquina que permite fazer gelo com características especiais, captou 2,7 milhões de dólares, no Indiegogo. O projeto foi desenvolvido pela FirstBuild, uma subsidiária da GE, criada em 2014, para transformar com rapidez ideias em protótipos. O processo do conceito à produção demorou 4 meses e os custos iniciais foram 20 vezes inferiores ao que seria expectável no processo de desenvolvimento tradicional de um produto.
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