DESTAQUES GAFANOMICS® [08/SET/2017]

#ancora1 #ancora2#ancora3

joachim_renaudin

Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris

“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL. 

Bicicletas chinesas invadem Londres

OFOA Ofo vai começar a invadir Londres com bicicletas on-demand. A estratégia de expansão da gigante chinesa de bike-sharing é impiedosa: colocar nas ruas centenas de bicicletas self-service e deixar que os utilizadores testem o serviço. Uma vez que as bicicletas não necessitam de estar parqueadas em docas, a empresa consegue começar a oferecer o seu serviço com elevada rapidez. E, se este teste for bem sucedido, poderá extende-lo a toda a cidade de Londres.

A Ofo, fundada em 2014, possui mais de 8 milhões de bicicletas em 170 cidades e pretende mais do que duplicar este número nos próximos 6 meses. Em muitas cidades chinesas, a startup cresceu exponencialmente ao invadir as ruas com bicicletas.

Esta é uma típica gestão pirata, inspirada na Uber & co.: encher a cidade de bicicletas sem autorização para conseguir liquidez e ser a primeira a estabelecer-se no mercado. Ou seja, tornar-se omnipresente para depois negociar com os poderes públicos.

Gigantes dos transportes francesas aliam-se contra Google

french-giants-transportationSNCF, Transdev, Blablacar e RATP estão a trabalhar em conjunto numa base de dados partilhada para concorrer com a Google e outras gigantes tecnológicas. As quatro gigantes dos transportes vão partilhar os seus dados (horários planeados e em tempo real), mas cada uma delas poderá utilizá-los desejar (é esperado que, na maioria dos casos, tenham como objetivo melhorar a eficiência multimodal).

À medida que a Google se está a tornar no ponto de contato central na área dos transportes e mapas (reserva de voos com o Google Flights, pesquisa de rotas através do Google Maps…) e recolhe uma quantidade, cada vez maior, de dados, os players instalados vêem-se forçados a cooperar para se tornarem mais competitivos.

A cooperação é o caminho certo para as organizações tradicionais: partilhar dados irá ajudá-las a combater de igual para igual com a Google e, quiçá, atrasar a mesma intermediação que aconteceu no caso dos hotéis e da indústria das viagens.

Assistentes virtuais da Amazon e Microsoft vão interagir

alexa_cortana
Créditos de imagem: New York Times

Qualquer grande empresa de tecnologia (especialmente a Google, Apple, Microsoft e Amazon) concorre na construção de uma assistente virtual alimentada por inteligência artificial.

A Amazon e a Microsoft anunciaram que as respetivas assistentes virtuais vão ser capazes de comunicar entre si para responder a questões. A Alexa (Amazon) será capaz de solicitar à Cortana (Microsoft) que responda a uma tarefa quando esta for mais eficiente (para encontrar informações no calendário outlook, por exemplo).

É provável que o futuro das assistentes virtuais passe por uma ligação a dispositivos (a Siri ao iPhone, a Cortana ao PC…) e que sejam capazes de comunicar umas com as outras, de forma fluída, sempre que uma estiver em melhor posição que outra para responder aos utilizadores.

Será que a Google e a Apple vão juntar-se a esta parceria? A Apple não tem interesse em fazê-lo, dado que vai utilizar a Siri para promover a sua coluna inteligente, HomePod. Quanto à Google, não vemos motivo para a Amazon permitir que a Google capte mais dados do que aqueles que já possui e dar-lhe a oportunidade de tornar o Google Home mais eficiente. Nem à Apple, nem a Google quiseram comentar esta questão.

No âmbito das assistentes virtuais, sugerimos que espreite a última análise (em francês) da FABERNOVEL ao Amazon Echo Show.

Alibaba lança “Smile to Pay”

smile-to-payA Ant Financial, subsidiária de pagamentos da Alibaba, lançou a solução de pagamento “smile to pay” num restaurante da KFC, na China. Depois de abrir a App e aceitar a opção de pagamentos através de reconhecimento facial, o cliente só tem de sorrir para a câmara de um quiosque digital para efetuar o pagamento.

Parece futurista? Bem, na China, os pagamentos mobile já são algo comum: o mercado de pagamentos mobile chinês é 50 vezes maior do que o dos EUA!

Dada a grande oportunidade que representa a área de pagamentos na China, fornecedores como a Alibaba e o WeChat estão a disputar quota de mercado e a testar novas formas de digitalizar os pagamentos e o retalho. No ano passado, a Alibaba lançou lojas cashless e startups como a Bingobox estão a abrir lojas de frescos completamente automatizadas (sem dinheiro, staff, filas…).

Tagged with: