DESTAQUES GAFANOMICS® [06/OUT/2017]

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Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris

“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL.

Amazon de olho em retalhistas franceses

A Amazon tenciona expandir a sua presença em França através da aquisição de um retalhista francês, à semelhança do que fez, há um mês, nos Estados Unidos, com a compra da WholeFoods. Ao que tudo indica, já esteve em conversações com a Monoprix (Casino), Intermarché e Systeme U, mas todos estes players fecharam-lhe a porta.

No Reino Unido, especula-se que também está à procura de um alvo de aquisição e que está em conversações com a Morrisons.

A Amazon quer acelerar o desenvolvimento das lojas Amazon Go ao adquirir redes estabelecidas de lojas físicas. Será que os retalhistas franceses vão aceitar a oferta da Amazon? Provavelmente, não. Se o fizerem, vão potenciar um ambiente com maior concorrência, permitindo à Amazon gerar sinergias entre a sua plataforma online e a sua rede de lojas físicas. A menos que os retalhistas acreditem que já estão condenados…

Próxima vez que for a um museu será no Snapchat

O Snapchat vai lançar uma plataforma de arte em realidade aumentada. Os artistas parceiros vão poder associar arte a localizações específicas em realidade aumentada e, apontando a câmara do smartphone para essas localizações, os utilizadores poderão contemplar as peças de arte.

Um dos parceiros da plataforma é o artista Jeff Koons, reconhecido pelas suas “esculturas em balão”.

Será que esta funcionalidade será capaz de revigorar o crescimento de utilizadores do Snapchat? Provavelmente, não, porque requer milhões de parcerias e um trabalho específico para inundar o mundo real com peças de arte digitais. Ainda assim, para os artistas, é uma boa forma de partilhar o seu trabalho fora dos museus e chegar a uma audiência mais jovem.

Crescimento da Samsung está dependente da venda do iPhone

A divisão de componentes da Samsung vai gerar mais receitas com as vendas do iPhone X do que do Samsung Galaxy 8. Para o consumidor, a Samsung é mais conhecida por fabricar smartphones e frigoríficos. Mas a verdade é que uma grande parte da sua receita provém do seu negócio de componentes (maioritariamente chips e ecrãs), uma vez que é o maior fornecedor mundial de ecrãs OLED e o único fornecedor para o iPhone X.

A Apple está, por isso, muito dependente da Samsung, que praticamente detém o monopólio da tecnologia OLED e faz a empresa de Cupertino pagar um preço elevado. Isto explica porque é que a Apple fez um investimento de 2,6 mil milhões de dólares na LG para impulsionar o crescimento da sua divisão OLED e fornecer uma alternativa aos componentes dispendiosos da Samsung.

Ola capta 2 mil milhões para enfrentar Uber na Índia

A Ola, a maior empresa de ride-sharing na Índia, captou 2 mil milhões de dólares, numa ronda de financiamento liderada pela Softbank, a empresa japonesa que está a fazer investimentos de milhares de milhões no setor tecnológico (este no, a Softbank comprometeu-se a investir 5 mil milhões de dólares na Didi Chuxing, a rival chinesa da Uber).

Desde o ano passado, outras empresas de capital de risco investiram milhares de milhões de dólares em rivais da Uber em mercados emergentes (maioritariamente na Ásia), aumentado a pressão de concorrência.

A Uber, que é o único player global, enfrenta concorrência local em todos os mercados. Dado que no ride-sharing, o efeito de rede é local, a dimensão da Uber é mais uma ameaça do que uma oportunidade e a empresa poderá vir a ter que se focar em mercados específicos onde as suas hipóteses de vencer são maiores.

A Softbank tem feito investimentos de milhares de milhões no setor tecnológico, todos os meses, e é um dos grandes investidores no setor de ride-sharing, tendo investido na Didi e tentado investir recentemente na Uber.

Para a Ola, a captação de 2 mil milhões de dólares representa uma oportunidade para se expandir geograficamente na Índia e noutros mercados. Depois da China, a Índia é o segundo maior mercado em termos de potencial para o ride-sharing.

INSTINCT

Fundada em 2012, em Lisboa, a Instinct foi uma das primeiras agências de inovação em Portugal. Inspirada pelas empresas líderes na nova economia e com uma abordagem customer-centric, a Instinct ajuda as empresas a mudar o foco: Conhecer os clientes antes da estratégia, pensar numa solução antes da tecnologia e, sobretudo, testar antes de investir. Da consultoria, passando pelo design, pela tecnologia e pela comunicação, a Instinct ajuda as grandes empresas a executar a sua melhor versão de futuro. E-mail: hello@instinct.pt

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