Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris
“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL.
Através de uma app, os arrendatários vão poder gerir as estadias e reservar serviços extra (check-in, limpeza…). As receitas vão ser repartidas entre os senhorios e arrendatários, que irão encaixar 75% do montante total.
O Airbnb foi criado como uma plataforma dedicada a orquestrar uma rede privada de habitações e viajantes, o que lhe permitiu crescer extremamente rápido. Agora que atingiu uma escala considerável, está a co-construir apartamentos para melhorar a experiência e, ao mesmo tempo, captar mais receitas por cada apartamento disponibilizado na sua plataforma.
O Facebook terá como parceiros serviços como o EatStreet, Delivery.com e cadeias de restaurantes como o Five Guys e Papa John’s.
Este é outro exemplo de como o Facebook está a tentar tornar-se numa meta plataforma que orquestra tudo o que fazemos online. Tal como o WeChat na China, o Facebook explora o contacto que tem com os consumidores para agregar novos serviços à sua plataforma de distribuição. A sua base de 2 mil milhões de utilizadores, permite-lhe entrar em praticamente qualquer negócio destinado aos consumidores ao adicionar fornecedores à sua plataforma e lançar uma simples funcionalidade.
O Facebook descobriu que um grupo de russos investiu 100 mil dólares em publicidade para influenciar o resultado da eleição em Michigan, na qual Donald Trump venceu por 10.700 votos.
As ferramentas de segmentação de publicidade do Facebook tornaram-se tão poderosas, dado o seu alcance e precisão, que permitem a qualquer um influenciar uma eleição com algumas centenas de milhares de dólares.
Tal levanta questões relativas ao controlo de conteúdos e anúncios publicados na plataforma. Hoje, o Facebook atingiu uma escala tão grande e tornou-se uma necessidade da vida contemporânea que alguns defendem que a rede deve ser considerada uma utility pública e pagar impostos como tal.
Hoje, o UberEATS vai muito para além de um negócio paralelo, já está disponível em 108 cidades e a empresa planeia duplicar este número no final do ano.
Apesar de todo o ruído e rumores em torno da gigante dos transportes, a UberEATS continua a crescer e parece manter-se à margem dos escândalos. Ainda assim, este é um mercado competitivo para a Uber. Vários especialistas na distribuição de refeições têm captado centenas de milhões em investimento (Deliveroo, Delivery Hero) e gigantes tecnológicas como o Facebook estão a entrar neste mercado como intermediários.
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