Um novo implante em cerâmica, impresso em 3D, pode vir a disromper os métodos tradicionais utilizados no tratamento de fraturas. O implante, que foi desenvolvido por investigadores da Universidade de Sydney, na Austrália, tem uma composição semelhante à de um osso e é utilizado para preencher as zonas onde este está em falta.
À medida que o osso recupera, o implante 3D tem a capacidade de se dissolver gradualmente, numa espécie de fusão com o osso fraturado. E uma vez que possui características idênticas à de um osso real, consegue dissolver-se de forma natural sem efeitos secundários tóxicos, dado que o corpo não o rejeita porque não consegue identificar diferenças.
A “permeabilidade” do implante permite que este sirva como um alicerce através do qual o osso e os vasos sanguíneos se podem regenerar, sendo uma solução revolucionária, tornando obsoletos os métodos como a colocação de parafusos ou cavilhas.
O implante já foi testado com sucesso em animais, que foram capazes de caminhar imediatamente após a cirurgia. Segundo os investigadores, em 3 meses, 25% das fraturas recuperaram completamente e num ano cerca de 88%.
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