A Proteus Digital Health, uma startup americana que cria versões inteligentes de medicamentos existentes, desenvolveu um novo comprimido, com um sensor integrado, que permite acompanhar a eficácia do tratamento de quimioterapia e o nível de atividade física de pacientes oncológicos.
A empresa vai começar a testar o comprimido inteligente (capecitabina) em pacientes com cancro colorretal, em parceria com o sistema de saúde Fairview Health Services e a University of Minnesota Health. O objetivo é integrar, a longo prazo, sensores nos restantes medicamentos oncológicos.
A tecnologia da Proteus permite monitorizar o progresso e o estado geral de saúde de cada paciente. Estes sensores ingeríveis permitem criar uma ligação mais direta com o paciente, através da recolha de dados sobre como o paciente está a reagir, diariamente, ao tratamento enquanto está em casa.
Desta forma, os profissionais de saúde podem tomar decisões mais informadas e garantir que estão a ser tomadas as doses certas, permitindo intervir se necessário (com um telefonema, por exemplo, para explicar como dar continuidade ao tratamento se falharem uma dose).
A Proteus, que já desenvolveu cerca de 40 comprimidos digitais, captou um total de quase 500 milhões de dólares em investimento e inclui no grupo de investidores empresas como a Novartis e a Oracle. A startup tem uma valorização de 1,5 mil milhões de dólares.
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