Inovar não é um processo fácil, sobretudo em empresas que já têm produtos ou serviços estabelecidos e que são “cash cows”. Inovar obriga-as a sair da zona de conforto, o que desperta o medo de falhar na maioria das pessoas. É humano que assim seja e a sociedade e as organizações normalmente não perdoam o falhanço. O medo é, por isso, o maior travão à inovação.
Por outro lado, a coragem é o maior acelerador da inovação e é a coragem de alguns que faz o mundo avançar. As empresas distinguem-se a médio e longo prazo pela capacidade de acompanhar as tendências e ouvir os consumidores para melhor os servir.
A parte boa da coragem associada à inovação é que quando se entranha na organização torna-se um vício e numa adrenalina coletiva que contagia as equipas e os consumidores. É isso que explica o sucesso de empresas como a Apple, Google, Tesla, Facebook, Amazon ou Netflix.
Estávamos em 2010 quando Steve Jobs explicou, numa entrevista durante a conferência All Things Digital, como a Apple avalia as tendências e toma decisões difíceis. É por tomar estas decisões que os clientes continuam a comprar os produtos e, por isso, a coragem é fundamental nos processos de inovação.
Fica como sugestão, (re)ver o Steve Jobs explicar a importância da coragem no processo de inovação.
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