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As doenças cardiovasculares afetam milhões de pessoas em todo o mundo e, por vezes, receber um transplante pode demorar anos. Para responder aos tempos de espera, a startup francesa Carmat desenvolveu um coração artificial, para pacientes em estado crítico, que é colocado enquanto não é encontrado um dador.
Como seria de esperar, este coração artificial tem um formato muito semelhante ao de um coração verdadeiro. O dispositivo tem 4 quilos e integra duas baterias, que permitem ter, para já, apenas uma autonomia de 4 horas.
O modelo de funcionamento é simples: os sensores integrados medem a pressão arterial e permitem regular, em tempo real, o fluxo de sangue. Esta gestão é feita automaticamente, através de um algoritmo de inteligência artificial que aumenta o fluxo de sangue se o paciente estiver em atividade, ou mantém-no estável caso esteja em repouso.
Clinicamente reconhecido e comercializado na Europa, este coração artificial já foi colocada com sucesso em pacientes em Itália e na Alemanha e está também a ser utilizado em ensaios clínicos nos Estados Unidos.
A estimativa é de que a Carmat venha a atingir os 700 milhões de euros em vendas anuais na Europa, até 2030.
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