Receitas e lucro da Alphabet superam expectativas

Subscreva o nosso podcast em:
Apple Podcasts | Spotify | Google Podcasts | TuneIn

 

Receitas e lucro da Alphabet superam expectativas

A Alphabet, a holding que detém a Google, apresentou receitas de 65 mil e 120 milhões de dólares, no terceiro trimestre de 2021 (+41% face ao mesmo trimestre do ano passado). O lucro cresceu 68% para os 18 mil e 940 milhões de dólares, superando as expectativas dos analistas.

As receitas de publicidade aumentaram 43%, para os 53 mil e 130 milhões de dólares, com destaque para as receitas de publicidade do YouTube que atingiram os 7 mil e 200 milhões de dólares., que compara com quase o mesmo valor das receitas do Netflix no mesmo trimestre (7 mil e 500 milhões de dólares em subscrições).

A receita da Google Cloud cresceu 45% para 4 mil e 990 milhões de dólares. O serviço de cloud da Google apresentou ainda prejuízos de 644 milhões de dólares.

Receitas da Apple ficam abaixo das expectativas  

A Apple apresentou receitas de 83 mil e 360 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2021 (+29%), ficando abaixo das expectativas dos analistas, que foi justificado pelos constrangimentos na cadeia de fornecimento que afetaram as vendas dos iPhones, iPads e Macs. O lucro foi de 20 mil e 600 milhões de dólares. 

Todas as principais categorias de produto cresceram, com destaque para a receita do iPhone que cresceu 47%, para os 38 mil e 870 milhões de dólares. 

Também as receitas dos serviços, onde se inclui a App Store, a Apple Music e a iCloud, cresceram 25.6% para 18 mil 280 milhões de dólares. 

Para o último trimestre de 2021 (primeiro trimestre fiscal), a Apple prevê que as vendas voltem a ser afetadas pela crise no fornecimento de chips, estimando um impacto negativo superior a 6 mil milhões de dólares.

Lucro do Facebook cresce 17%

O lucro do Facebook cresceu 17% para 9 mil e 190 milhões de dólares, no terceiro trimestre de 2021. As receitas foram de 29 mil e 10 milhões de dólares, um crescimento de 35% (que ainda assim ficou aquém do esperado pelos analistas.)

Com 2 mil e 810 milhões de utilizadores diários no seu ecossistema de Apps (+11%), os resultados são justificados pelo contínuo crescimento do negócio de publicidade. 

As outras fontes de receitas do Facebook, que incluem os seus óculos de realidade virtual, atingiram os 734 milhões de dólares, registando um crescimento de 195%. 

A partir do próximo trimestre, o Facebook vai começar a reportar de forma isolada os resultados do Facebook Reality Labs, em linha com a sua ambição de tornar o Facebook uma empresa metaverso, focada na criação de ambientes virtuais interativos. 

Este é um dos motivos que justifica o rebranding da empresa e passou a chamar-se Meta.

Lucro da Amazon cai quase 50%

Ficando abaixo das expectativas dos analistas, a Amazon apresentou receitas de 110 mil e 810 milhões de dólares, no 3º trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 15%.

O lucro ficou nos 3 mil e 200 milhões de dólares, o que representa uma descida de quase 50%, devido a despesas relacionadas com a pandemia.

Nesta apresentação de resultados destaca-se o rápido crescimento do serviço de cloud Amazon Web Services, que apresentou uma receita de 16 mil e 110 milhões de dólares (+39%) e um lucro operacional de 4 mil e 880 milhões de dólares (+38%).


Novo modelo económico em rede, inspirado pelos GAFA – Google, Apple, Facebook e Amazon – que integra Unicórnios (startups com valorização acima de mil milhões de dólares), gigantes chineses de tecnologia e todas as empresas que mudam as nossas vidas através da tecnologia e inovação.

Outros acrónimos de empresas que seguem estratégias GAFAnomics®:
NATU – Netflix, AirBnB, Tesla e UBER
BATX – Baidu, Alibaba, Tencent e Xiaomi (os GAFA chineses).

Durma descansado, os GAFA estão a trabalhar… possivelmente para transformar (disromper) a sua indústria.

Quer tornar a sua empresa numa empresa GAFAnomics® ? Contacte a FABERNOVEL.

 

Author avatar
Nuno Ribeiro
Portugal General Manager da agência de inovação FABERNOVEL. Foi diretor da unidade de negócio multimédia do grupo Global Media (2008 a 2012), diretor da unidade de negócios de Internet do grupo Cofina Media (1999 a 2008) e consultor do secretário de Estado da Comunicação Social para a área digital (1997 a 2002). Em paralelo com a atividade profissional foi docente, coordenador de programas executivos e pós-graduações nas Universidades: Católica-Lisbon, Europeia, ISEG e Lusófona (2001 a 2016). Colaborou com artigos de opinião e comentador, sobre temas de inovação, transformação digital e nova economia nos media: Visão, Diário de Notícias, Meios & Publicidade e Económico TV. 
Autor do livro Gerir na Era Digital (2011). É licenciado em Economia pela Católica-Lisbon, onde também concluiu o curso avançado Gestão de empresas tecnológicas e uma pós-graduação em Media e Entretenimento.
We use cookies to give you the best experience.