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Steve Jobs é eterno…

Steve Jobs morreu há quase 11 anos (5 de outubro de 2011), mas não há dúvida que o seu legado (através da Apple e da Disney/Pixar) continuará vivo durante décadas ou séculos. O seu lugar na História está marcado como o de um inovador e transformador de várias indústrias.

Quando passou o cargo de CEO da Apple a Tim Cook, Steve Jobs pediu-lhe para nunca pensar o que ele (Steve Jobs) faria. Mas, na última Code Conference, a jornalista Kara Swisher desafiou não apenas Tim Cook, como também Jony Ive, ex-Chief Design Officer da Apple, e a esposa de Jobs, Laurene Powell Jobs, a olhar o mundo de hoje com os “olhos” de Steve. Um exercício que só podia ser feito por estas três pessoas que melhor o conheceram do ponto de vista pessoal e profissional. Como analisaria e como se expressaria se estivesse vivo, sobre a política, a sociedade e mesmo sobre a Apple? 

Jony Ive explicou quais eram os dois “combustíveis” da personalidade de Jobs: a fúria e a paixão, que viviam em conjunto.

A grande revelação foi feita por Laurene, que partilhou que juntamente com Cook, Ive e mais alguns amigos e ex-colegas de Jobs, contrataram uma equipa de historiadores e arquivistas para fazerem um arquivo de memórias de Steve Jobs, focado sobretudo nas suas ideias. Este trabalho inclui também um documentário sobre Steve Jobs, que certamente vai estar na Apple TV+.

E se Steve Jobs fosse vivo, o que estaria a fazer? Laurene acha que estaria a dar aulas, muito possivelmente na Universidade de Stanford.

Kara Swisher não resistiu a sair do papel de jornalista e emocionou-se quando recordou conversas pessoais que teve, ao longo dos anos com Jobs, nos bastidores das entrevistas e quando leu um excerto do discurso (sobre a morte) de Steve Jobs aos finalistas da Universidade de Stanford em 2005. 

Fica como sugestão ver esta interessante entrevista, que na verdade foi mais uma deliciosa conversa de amigos de Steve Jobs.


Nuno Ribeiro

Managing Partner da agência de inovação Instinct. Foi Portugal General Manager da agência de inovação FABERNOVEL (2012 a 2022), diretor da unidade de negócio multimédia do grupo Global Media (2008 a 2012), diretor da unidade de negócios de Internet do grupo Cofina Media (1999 a 2008) e consultor do secretário de Estado da Comunicação Social para a área digital (1997 a 2002). Em paralelo com a atividade profissional foi docente, coordenador de programas executivos e pós-graduações nas Universidades: Católica-Lisbon, Europeia, ISEG e Lusófona (2001 a 2016). Colaborou com artigos de opinião e comentador, sobre temas de inovação, transformação digital e nova economia nos media: Visão, Diário de Notícias, Meios & Publicidade e Económico TV. 
Autor do livro Gerir na Era Digital (2011). É licenciado em Economia pela Católica-Lisbon, onde também concluiu o curso avançado Gestão de empresas tecnológicas e uma pós-graduação em Media e Entretenimento.

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