Tatuagem eletrónica que mede temperatura
- Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto está a desenvolver uma e-tatuagem termoelétrica que é capaz de medir a temperatura corporal em tempo real e de forma precisa.
- Os investigadores acreditam que esta tecnologia pode chegar ao mercado e às unidades hospitalares nos próximos cinco anos.
Cinco investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto estão a desenvolver uma tatuagem termoelétrica, capaz de medir a temperatura, em tempo real, em vários pontos da pele.
Com esta tecnologia, a medição da temperatura é realizada com maior precisão e não há necessidade de imobilizar o paciente ou recorrer a objetos externos como termómetros. Desta forma, a tatuagem eletrónica tem a capacidade de ajudar a detetar precocemente inflamações, reações alérgicas, traumas e lesões.
A sua aplicação, totalmente indolor, torna-a particularmente promissora para uso em crianças, já que a monitorização da temperatura corporal pode ser feita de forma menos invasiva e sem causar desconforto.
A e-tattoo é composta por uma rede de fios elétricos quase invisíveis, interligados a um sistema de microprocessadores que analisam os sinais e outras informações. A sua flexibilidade permite que seja aplicada em qualquer parte do corpo e mantida durante um período de até sete dias, antes de ser removida ou substituída.
O design também é um aspeto que a equipa está a ter em conta, com o objetivo de, no futuro, integrar elementos criativos e artísticos, possivelmente incluindo luzes e LEDs, para personalizar a experiência do utilizador.
Atualmente, a investigação está focada no desenvolvimento e aperfeiçoamento destas tatuagens especiais, para aumentar a sua eficácia e viabilizar a sua utilização generalizada. O próximo passo é tornar o dispositivo mais multifuncional, ampliando o seu leque de aplicações.
Apesar de ainda estar em fase de desenvolvimento, as perspetivas são otimistas. Os investigadores acreditam que, após a fase de aperfeiçoamento e testes adicionais, esta tecnologia inovadora pode chegar ao mercado e às unidades hospitalares nos próximos cinco anos.