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Lucros da Alphabet aumentam 46%

A Alphabet reportou receitas de 90,23 mil milhões de dólares no primeiro trimestre do ano, uma subida de 12% relativamente ao mesmo período no ano passado.

Já o lucro líquido foi de 34,54 mil milhões de dólares, um aumento de 46% tendo em conta o período homólogo (de 23,66 mil milhões). De acordo com a empresa, estes resultados “refletem o ímpeto robusto de todo o negócio, com o Google Search e outros, os anúncios do YouTube, as subscrições da Google, plataformas e dispositivos e o Google Cloud a apresentarem taxas de crescimento de dois dígitos”.

As receitas do Google Cloud subiram 28%, para 12,26 mil milhões de dólares, um aumento justificado pelo crescimento da Google Cloud Platform, infraestruturas de inteligência artificial e soluções de AI generativa. Já as receitas dos serviços Google aumentaram 10%, para 77,3 mil milhões e as receitas em publicidade do YouTube foram de 8,93 mil milhões de dólares.

A empresa anunciou ainda o aumento de 5% no dividendo trimestral para o valor de 21 cêntimos de dólar por ação e um reforço na compra de ações próprias de 70 mil milhões de dólares.

A Alphabet destacou que o AI Overviews, a sua ferramenta de AI colocada no topo da página de resultados de pesquisa do Google, tem agora 1,5 mil milhões de utilizadores por mês, acima dos mil milhões em outubro.

A dona da Alphabet divulgou também que a empresa de carros autoguiados Waymo está a fornecer mais de 250 mil viagens pagas totalmente autónomas por semana nas regiões de São Francisco, Los Angeles, Phoenix e Austin, nos Estados Unidos.

A Alphabet fez a sua maior aquisição de sempre em março, com a compra da Wiz por 32 mil milhões de dólares e espera a conclusão deste negócio no próximo ano.

Lucros da Netflix superam as expectativas

A Netflix apresentou receitas de 10 mil e 500 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado e uma ligeira subida de 2% em relação ao trimestre anterior (de 10 mil e 250 milhões de dólares).

A empresa atribuiu o crescimento das suas receitas a um pequeno aumento tanto nas receitas de subscrições como nas de publicidade.

Já o lucro líquido foi de 2 mil e 890 milhões de dólares, um aumento de 25% em comparação com o período homólogo (este valor tinha sido de 2 mil e 332 milhões de dólares), e uma subida de 54% em relação ao trimestre anterior (mil e 870 milhões de dólares).

A empresa, que terminou 2024 com a maior subida de novos assinantes de sempre, informou o mercado que não vai voltar a divulgar este número. Contudo, comunicou que o número de novos subscritores nos primeiros três meses de 2025 é satisfatório, e realçou o impacto da série Adolescence e dos filmes Back in Action, Ad Vitam e Counterattack nas suas listas de mais vistos.

A empresa mantém as previsões de receitas para 2025 entre 43 mil e 500 milhões e 44 mil e 500 milhões de dólares.

Receitas e lucros da Tesla caem

A Tesla apresentou receitas de 19,34 mil milhões de dólares, uma descida de 9,2% em relação ao período homólogo e abaixo das expectativas dos analistas (de 21,37 mil milhões de dólares).

Em relação ao lucro líquido, este valor foi de 934 milhões, representando uma descida de 39% (1,54 mil milhões no período homólogo).

No que diz respeito à unidade automóvel, a queda das receitas foi de 20%, para 13,97 mil milhões.

No início deste mês, a empresa já tinha reportado uma descida de 13% nas entregas do primeiro trimestre em relação ao ano anterior, para 336 681 veículos.

A Tesla atribui os resultados negativos à diminuição das vendas, explicando que isso se deve, em parte, à renovação do Model Y nas suas quatro fábricas. Adicionalmente, a empresa aponta também para o impacto da redução do preço médio dos seus veículos nas receitas do trimestre.

A fabricante também comunicou que vai reavaliar as suas projeções para 2025 na divulgação dos resultados do segundo trimestre.


Sandra Lucas Ribeiro

Sandra é Co-founder e Managing Partner da Instinct desde a sua criação em 2012, tendo sido COO durante os 10 anos que a Instinct representou a Fabernovel em Portugal. Depois de 7 anos dedicados ao jornalismo, na rádio e na televisão, participou na criação de uma das primeiras agências digitais em Portugal em 1998, a Absolut System adquirida pelo grupo WPP passando a OgilvyInteractive onde foi durante 5 anos Diretora de Serviço ao Cliente. Ao longo da sua carreira passou ainda por várias agências, como a Partners, a Grey e a Strat. Apaixonada pelas ciências sociais, em particular pela revolução social provocada pelo digital e pelo impacto das novas tecnologias no comportamento humano e no mundo dos negócios. Formada em Psicologia (Université Paris 8), em Marketing Management (Católica Business School of Lisbon), Jornalismo (CENJOR) e em Luxury Brand Management (Executive Course - ISEG), tem-se dedicado nos últimos anos ao Human-Centered Design (IDEO.org) e ao estudo das emoções na experiência digital.

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