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Google reforça investimento em AI para $85 mil milhões

As receitas da Alphabet no segundo trimestre do ano foram de 96,43 mil milhões de dólares, um aumento de 14% tendo em conta o período homólogo e um valor bem acima das expectativas dos analistas. Em relação ao trimestre anterior, as receitas tiveram uma subida de cerca de 7% (90,23 mil milhões no trimestre passado).

O lucro líquido foi de 28,2 mil milhões de dólares, um aumento de 19% tendo em conta o período homólogo e também acima das expectativas dos analistas.

A principal fonte de receita da Google, a publicidade, registou um crescimento de 12 %, atingindo 54,2 mil milhões de dólares no segundo trimestre do ano.

As receitas da cloud computing aumentaram 32 %, chegando aos 13,6 mil milhões de dólares, acima dos 28 % do trimestre anterior. Segundo a empresa, este crescimento deve-se ao aumento da procura por serviços de data center para treinar e usar modelos de inteligência artificial. A empresa anunciou também que o Gemini está a crescer, com mais de 450 milhões de utilizadores ativos por mês, comparado com 350 milhões em março, de acordo com Sundar Pichai, CEO da Google. Ainda assim, a app de AI da empresa ainda fica atrás do ChatGPT, que este ano já ultrapassou os 600 milhões de utilizadores.

Já o AI Mode, lançado em maio, regista agora 100 milhões de utilizadores ativos mensais nos Estados Unidos e na Índia e os AI overviews atingiram os 2 mil milhões de utilizadores.

A dona da Google revelou que, em 2025, o investimento em aplicações e infraestruturas de inteligência artificial será de 85 mil milhões de dólares, um aumento de 10 mil milhões de dólares face ao previsto anteriormente, e igualando o valor da Microsoft.

Lucros da Netflix crescem mais de 40%

A Netflix apresentou receitas de 11,08 mil milhões de dólares no segundo trimestre de 2025, superando as expectativas dos analistas. Este valor representa uma subida de cerca de 5% em relação ao trimestre anterior (de 10,5 mil milhões de dólares) e de 16% tendo em conta o período homólogo (de 9,6 mil milhões).

Já o lucro líquido foi de 3,1 milhões de dólares, um valor 46% superior em relação ao período homólogo (de 2,1 mil milhões) e ligeiramente mais alto ao trimestre anterior (de 2,890 mil milhões de dólares).

De acordo com a empresa, “o aumento das receitas em relação ao ano anterior foi impulsionado principalmente pelo crescimento no número de assinantes, pela elevação dos preços das subscrições e pelo aumento da receita publicitária”.

A Netflix também reviu as suas projeções de receita anual, estimando agora entre 44,8 e 45,2 mil milhões e dólares em 2025, acima da previsão anterior, que ia de 43,5 a 44,5 mil milhões.

Lucro líquido da Tesla cai 16%

A Tesla registou receitas de 22,5 mil milhões de dólares no último trimestre, uma descida de 12% tendo em conta o período homólogo, e abaixo das expectativas dos analistas.

Já as receitas da venda de automóveis foram de 16,7 mil milhões de dólares, menos do que os 19,9 mil milhões obtidos no mesmo período do ano passado.

Em julho, a empresa já tinha anunciado uma queda de 14% nas entregas de veículos em relação ao ano anterior, com um total de 384 mil unidades.

Já o lucro líquido foi de 1,17 mil milhões de dólares, uma descida de 16% em relação ao trimestre homólogo (de 1,40 mil milhões).

A empresa anunciou, ainda assim, que vai continuar a investir em projetos inovadores e que, em junho, começou a fabricar os primeiros exemplares de um novo modelo mais acessível, com produção em larga escala prevista para a segunda metade de 2025.

Além disso, começou a testar um serviço de robotáxis em Austin, Texas, numa zona limitada e com um assistente humano a bordo. O serviço é restrito a utilizadores selecionados. “Vamos continuar a melhorar e expandir o serviço (mais veículos a cobrir uma área maior, eventualmente sem condutor), enquanto testamos em outras cidades norte-americanas com vista a lançamentos adicionais”, assegurou a Tesla, no seu relatório.


Nuno Ribeiro

Managing Partner da agência de inovação Instinct. Foi Portugal General Manager da agência de inovação FABERNOVEL (2012 a 2022), diretor da unidade de negócio multimédia do grupo Global Media (2008 a 2012), diretor da unidade de negócios de Internet do grupo Cofina Media (1999 a 2008) e consultor do secretário de Estado da Comunicação Social para a área digital (1997 a 2002). Em paralelo com a atividade profissional foi docente, coordenador de programas executivos e pós-graduações nas Universidades: Católica-Lisbon, Europeia, ISEG e Lusófona (2001 a 2016). Colaborou com artigos de opinião e comentador, sobre temas de inovação, transformação digital e nova economia nos media: Visão, Diário de Notícias, Meios & Publicidade e Económico TV. 
Autor do livro Gerir na Era Digital (2011). É licenciado em Economia pela Católica-Lisbon, onde também concluiu o curso avançado Gestão de empresas tecnológicas e uma pós-graduação em Media e Entretenimento.

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