Uma equipa da Universidade Técnica de Munique (TUM) realizou recentemente uma operação inédita na Europa: implantou uma interface cérebro-computador num paciente tetraplégico.
O procedimento demorou mais de cinco horas e envolveu a colocação de 256 microeletrodos numa zona do cérebro que controla movimentos de preensão.
O dispositivo regista os sinais cerebrais relacionados com o movimento do braço e envia‑os para um sistema externo. Através de algoritmos de inteligência artificial, esses sinais são processados e usados para controlar um cursor ou, posteriormente, um braço robótico. Atualmente, o paciente já consegue direcionar o cursor no ecrã apenas com o pensamento.
Esta iniciativa integra o projeto “Artificial Intelligence for Neuro Deficits” da TUM, que envolve investigadores em neurotecnologia, cirurgia cerebral e AI.
O grande desafio foi posicionar os microeletrodos com precisão extrema, para garantir leitura fiável dos sinais cerebrais. O objetivo a médio prazo é que o paciente possa agarrar objetos com o braço robótico com apenas a sua intenção mental.
Os cientistas já iniciaram sessões de treino com o paciente, conectando o implante a um computador para refinar os modelos de AI e preparar o uso do braço robótico.
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