SpaceX supera expectativas com receitas de 7,81 mil milhões de dólares
A SpaceX registou 7,81 mil milhões de dólares de receitas no segundo trimestre do ano, um aumento de 92% face aos 4,1 mil milhões de dólares registados no mesmo período do ano anterior.
Já o prejuízo líquido diminuiu para 541 milhões de dólares, face a mil milhões no ano anterior.
O crescimento foi impulsionado sobretudo pelos três principais segmentos da empresa: Conectividade, onde está a Starlink, que gerou 4,29 mil milhões de dólares; a AI, que contribuiu com 2,56 mil milhões; e o negócio de exploração Espacial que registou 962 milhões de dólares.
Apesar do forte crescimento das receitas, os investimentos elevados continuam a pressionar os resultados, com o segmento de AI a registar um prejuízo operacional de 1,26 mil milhões de dólares e o negócio espacial a perder 542 milhões.
A Starlink continua a ser a principal fonte de lucro da SpaceX, tendo gerado 1,66 mil milhões de dólares de resultado operacional no trimestre. A sua força poderá ser determinante para a próxima fase de expansão da SpaceX. A empresa pretende entrar no mercado das telecomunicações móveis nos EUA, recorrendo à sua rede de satélites para prestar serviços diretamente a telemóveis e competindo com operadoras como a Verizon, AT&T e T-Mobile. A empresa prevê lançar novos satélites a partir de 2027, numa estratégia que já provocou uma queda nas ações das principais operadoras norte-americanas, perante os receios de uma nova ameaça concorrencial.
Ainda assim, os elevados investimentos em inteligência artificial e infraestruturas pesam sobre a empresa: a SpaceX registou um prejuízo de 4,9 mil milhões de dólares no ano passado.
Disney supera expectativas nos lucros

A Disney registou receitas de 25,25 mil milhões de dólares no trimestre mais recente, mais 7% do que no mesmo período do ano anterior. Já o lucro líquido foi de 2,64 mil milhões de dólares.
O segmento de Experiências, que inclui parques temáticos e cruzeiros, foi um dos principais motores do crescimento: as receitas aumentaram 10%, para 9,97 mil milhões de dólares. A Disney destacou o forte desempenho dos parques nos Estados Unidos, com a afluência a crescer 3% e os gastos por visitante a aumentarem 4%.
Já no segmento de Entretenimento, que inclui streaming, televisão e cinema, as receitas cresceram 6%, para 11,35 mil milhões de dólares. Dentro deste segmento, o streaming, sobretudo através do Disney+ e Hulu, registou um crescimento de 11%, para 5,53 mil milhões de dólares, impulsionado pelo aumento de subscritores, preços e receitas publicitárias.
O desempenho também beneficiou do sucesso de Toy Story 5, que já ultrapassou mil milhões de dólares em bilheteira mundial.
As receitas do segmento de Desporto, composto sobretudo pela ESPN, aumentaram 4%, para 4,5 mil milhões de dólares.
A Disney anunciou ainda que vai aumentar a recompra de ações para 9 mil milhões de dólares em 2026, acima dos 8 mil milhões previstos anteriormente. Parte desse valor será financiada com a venda da sua participação de 50% na A+E Global Media à Hearst, que deverá render cerca de 1,2 mil milhões de dólares à empresa.
Uber com subida de receitas e lucros

As receitas da Uber no último trimestre foram de 14,19 mil milhões de dólares, mais 12% do que no mesmo período do ano passado. O lucro líquido subiu para 2,39 mil milhões de dólares, face aos 1,35 mil milhões de dólares registados um ano antes.
O negócio de mobilidade gerou 7,36 mil milhões de dólares em receitas, enquanto as entregas contribuíram com 5,25 mil milhões. No mês passado, a Uber anunciou a compra da alemã Delivery Hero por 14,8 mil milhões de dólares, um negócio que vai permitir à empresa expandir a entrega de comida e produtos de supermercado para mais mercados.
O Mundial de futebol também ajudou a impulsionar a procura pelo serviço de transporte da Uber: mais de 8 milhões de turistas utilizaram os serviços da Uber nas cidades anfitriãs dos EUA, Canadá e México.
Apesar do crescimento, a previsão para o terceiro trimestre ficou ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas. A empresa continua ainda a apostar na expansão das entregas e nos veículos autónomos, onde estima investir mais de 10 mil milhões de dólares nos próximos anos.

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