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Atach: uma prancha portuguesa que cabe numa mala de viagem

  • A Atach é uma prancha de surf portuguesa que se divide em três partes e cabe numa mala de viagem. O sistema permite transportá-la facilmente de avião sem os custos e limitações associados às pranchas convencionais.
  • O projeto está agora a avançar para a fase de comercialização, após vários anos de desenvolvimento.

A Atach é uma prancha de surf modular pensada para quem viaja. Divide-se em três partes, nose, secção central e tail, que cabem numa mochila ou mala dentro das dimensões de uma bagagem convencional. A montagem demora menos de um minuto e não exige ferramentas.

O sistema de ligação entre as peças é um mecanismo patenteado em alumínio que fixa os três módulos e garante a rigidez da prancha. A estrutura inclui ainda juntas seladas contra a entrada de água. A Atach pesa entre 2,8 e 3,3 quilos. A construção usa espuma EPS e resina, e a produção é feita Portugal.

A modularidade permite também mudar o comportamento da prancha. É possível trocar o nose, o tail e outros componentes para adaptar a configuração ao surfista e às condições do mar. Se uma peça se danificar, pode ser substituída sem trocar a prancha inteira. A empresa apresenta ainda diferentes combinações para vários níveis de experiência.

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A Atach nasceu de um problema vivido pelo seu fundador Simão da Câmara Manuel: transportar pranchas de surf em viagens. Os primeiros protótipos surgiram entre 2020 e 2022. Em 2024, o projeto chegou a um protótipo funcional com montagem sem ferramentas.

A Atach está na fase de lançamento e pré-venda, através de uma campanha no Kickstarter iniciada em julho. O objetivo de 10 mil dólares foi atingido em menos de seis horas e as pré-vendas já ultrapassam os 25 mil dólares.

O preço anunciado para os modelos base é de 750 dólares, embora a campanha apresente unidades a 562 dólares.



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Nuno Ribeiro

Managing Partner da agência de inovação Instinct. Foi Portugal General Manager da agência de inovação FABERNOVEL (2012 a 2022), diretor da unidade de negócio multimédia do grupo Global Media (2008 a 2012), diretor da unidade de negócios de Internet do grupo Cofina Media (1999 a 2008) e consultor do secretário de Estado da Comunicação Social para a área digital (1997 a 2002). Em paralelo com a atividade profissional foi docente, coordenador de programas executivos e pós-graduações nas Universidades: Católica-Lisbon, Europeia, ISEG e Lusófona (2001 a 2016). Colaborou com artigos de opinião e comentador, sobre temas de inovação, transformação digital e nova economia nos media: Visão, Diário de Notícias, Meios & Publicidade e Económico TV. 
Autor do livro Gerir na Era Digital (2011). É licenciado em Economia pela Católica-Lisbon, onde também concluiu o curso avançado Gestão de empresas tecnológicas e uma pós-graduação em Media e Entretenimento.

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