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Apple: Os melhores resultados de sempre (Q1-2013)….

Na semana passada, a Apple divulgou os resultados do último trimestre e foram os melhores de sempre em receitas e em lucro, tanto para a Apple como para a indústria de tecnologia com recorde absoluto… mas, ainda assim abaixo das expectativas dos analistas!?!
  Certamente que os concorrentes ficaram “assustados” com estes resultados…  mas, o mercado embalado pelos analistas reagiu negativamente com uma descida em bolsa de 12% no dia seguinte à divulgação dos resultados…

Vale a pena analisar os resultados e os novos produtos lançados e durante o último trimestre:

Novos produtos:

  • MacBook Pro Retina Display de 13 polegadas (Outubro)
  • Mac Mini (Outubro)
  • Nova gama de iPod touch e nano (Outubro)
  • iPad 4 geração (Novembro)
  • iPad mini (Novembro)
  • iMac de 21 (Novembro) e 27 polegadas (Dezembro)

Os principais indicadores a destacar sobre os resultados apresentados e respectivo crescimento face ao período homólogo (e diga-se com menos uma semana do que no ano anterior, ou seja, menos uns milhares de milhões):

Análise de resultados no trimestre (Q1 Homólogo) – 2013 Vs 2012
Dólares
2013
2012
Variação
Receitas (Mil Milhões) 54.5 46.33
+ 17,63%
Lucro (Mil Milhões)
13.078
13.064
+ 0,11%
Lucro por Acção
13,81
13,87
– 0,43%

Receitas semanais de 4,2 mil milhões de dólares (+27,27%). O trimestre de 2013 teve menos uma semana do que o homólogo de 2012.

margem operacional foi de 38,67% (vs 44,7%), o que para um gigante como é a Apple continua a demonstrar uma performance impressionante.

As receitas do iTunes / AppStore atingiram o valor de 2,1 Mil milhões de dólares (vs 1,7 Mil milhões em 2012) com um número de 500 milhões de contas  e com 250 milhões de contas no iCloud e mais de 200 milhões de iMessages enviadas por dia (o de demonstra a força da rede e ecossistema Apple).

Unidades dos equipamentos Apple vendidos no último trimestre e crescimento vs o período homólogo:

iPhone: 47,8 milhões (estimativa de 50 milhões), + 29,05%
iPad:22,9 milhões (estimativa de 23 milhões), + 48,7%
Mac: 4,1 milhões (estimativa de 5 milhões), – 21,15%
iPod: 12,7 milhões (estimativa de 12 milhões), – 17,53%
Apple TV: 2 milhões (sem estimativa… este modelo é ainda um hobby 🙂 ), + 42,86%

A Apple apresenta neste momento uma liquidez em tesouraria de 137,1 mil milhões de dólares (cerca de 30% do valor da capitalização bolsista) tendo também distribuído 2,5 mil milhões de dólares em dividendos  no passado trimestre. 

Para além destes resultados, a cultura da Apple sob a orientação de Tim Cook continua a garantir um potencial de inovação e crescimento sustentado na “Era Pós-PC”. A Apple continuará a ter uma fatia importante nos mercados de smartphone e tablet (que continuarão a crescer a dois dígitos nos próximos anos), assim como receitas crescentes na venda de conteúdos associados através do seu ecossistema (iTunes, AppStore e iBooks).

Ou seja, nem sempre os agentes do mercado demonstram racionalidade nem perante os resultados, nem perante o potencial de crescimento futuro…

Nota: Artigo publicado nos jornais Diário de NotíciasMeios & Publicidade e Expansão (Angola)

Relacionados:
– The Mysterious Case of Apple´s Missing Growth
– APPLE WHIFFS AS IPHONE COMES IN LIGHT, STOCK TANKS

Nuno Ribeiro

Managing Partner da agência de inovação Instinct. Foi Portugal General Manager da agência de inovação FABERNOVEL (2012 a 2022), diretor da unidade de negócio multimédia do grupo Global Media (2008 a 2012), diretor da unidade de negócios de Internet do grupo Cofina Media (1999 a 2008) e consultor do secretário de Estado da Comunicação Social para a área digital (1997 a 2002). Em paralelo com a atividade profissional foi docente, coordenador de programas executivos e pós-graduações nas Universidades: Católica-Lisbon, Europeia, ISEG e Lusófona (2001 a 2016). Colaborou com artigos de opinião e comentador, sobre temas de inovação, transformação digital e nova economia nos media: Visão, Diário de Notícias, Meios & Publicidade e Económico TV. 
Autor do livro Gerir na Era Digital (2011). É licenciado em Economia pela Católica-Lisbon, onde também concluiu o curso avançado Gestão de empresas tecnológicas e uma pós-graduação em Media e Entretenimento.

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