Facebook explora e-commerce

O Facebook está a entrar numa nova dimensão de negócio: o e-commerce. Através da plataforma passou a ser possível (para já nos E.U.A) encomendar comida, diretamente através da página de Facebook de restaurantes (incluídos no Delivery.com e Slice); solicitar uma reunião (através do MyTime); pedir um orçamento a serviços profissionais; e comprar bilhetes de cinema (através do Fandangoou para eventos (através do Ticketmaster e EventBrite), eliminando, assim, o atrito de ter de sair do Facebook e fazer log in noutro site para fazer compras.

As 3 novas funcionalidades integradas no Facebook:

  • Interação com empresas locais – Uma funcionalidade que concede um maior nível de funcionalidade ao Facebook, oferecendo aos consumidores uma experiência de retalho end-to-end: os utilizadores não só podem pesquisar por empresas locais, como também encomendar comida de restaurantes e marcar reuniões diretamente das páginas de Facebook de empresas.
  • Recomendações – visa recolher e guardar sugestões de amigos relativas a restaurantes, shoppings ou outros pontos de interesse.

recomendacoes

  • Eventos – Inclui funcionalidades da app Eventos, recentemente lançada, e integra um feed de conteúdos de descoberta que exibe convites de amigos e de próximos eventos a decorrer.

eventos

Facebook Marketplace 

O recente lançamento do Facebook Marketplace, um espaço para compra e venda de bens entre utilizadores, é outro exemplo da aposta do Facebook no e-commerce.

O ícone do Marketplace irá substituir o botão que direciona para o Messenger na versão mobile, que fica ao centro no rodapé da App principal do Facebook, numa posição de grande destaque.

fbmarketplace

Este Marketplace possui três fatores que o podem ajudar a competir com outros sites de classificados online: confiançaconveniência e melhor experiência do utilizador. A plataforma  ainda não tem como finalidade gerar receitas, sendo objetivo do Facebook, como é habitual, primeiro aumentar o nível de utilização e de “fidelização” à plataforma e só depois torná-la lucrativa.

O Marketplace poderá ajudar os utilizadores a ficar mais familiarizados com “negociações” no Facebook, uma vez que até então a principal motivação que os leva à plataforma não é comprar ou vender, o que pode estimular o sucesso futuro da rede social no e-commerce. Se o Facebook for capaz de estender a sua atual posição de melhor distribuir de conteúdos do planeta a local de referência para compra e venda poderá vir a tornar-se ainda mais apetecível para os anunciantes.

O Facebook tem a grande vantagem de ter 1,7 mil milhões de utilizadores dentro do seu ecossistema – a maioria deles no mobile -, uma vasta audiência que o pode ajudar a competir com o eBay ou Nextdoor, por exemplo. Além disso, conhece muito bem os seus utilizadores (preferências, amigos, tendências políticas), pelo que este Marketplace pode ser também uma boa oportunidade para criar audiências que se possam vender, posteriormente, aos anunciantes. A verdade é que o Facebook está a criar uma plataforma com base no comportamento dos utilizadores (concluiu que 450 milhões utilizam, por mês, grupos no Facebook para vender, comprar ou trocar items), em vez de “empurrar” outros serviços aos utilizadores e isso pode ser um ponto diferenciador. 

Nova versão do Messenger para interagir com empresas

Estas apostas juntam-se a uma renovada versão do Messenger (web e App) que permite aos utilizadores interagir com chat bots de empresas, podendo realizar compras ou proceder a um pagamento sem sair do Messenger – com a opção de pagamento através do PayPal, por exemplo (sempre que o utilizador clica num anúncio visível no News Feed, surge uma janela no Messenger com uma cópia do anúncio ou uma mensagem pré-concedida do retalhista).

Desta forma, a empresa liderada por Mark Zuckerberg está claramente a alastrar o seu valor de utilidade para os consumidores e a transformar a sua plataforma num verdadeiro marketplace. Com as novas possibilidades, está a optimizar a experiência do utilizador, aumentando a sua atratividade.