Apple investe em tecnologia de localização

A Apple está a levar muito a sério o desenvolvimento da sua tecnologia de dados baseados na localização e de mapeamento, através de robótica e de uma nova equipa de peritos em dados.  A Apple está a levar muito a sério o desenvolvimento da sua tecnologia de localização, utilizando drones para melhorar os mapas. Embora o Apple Maps não seja ainda uma fonte de receitas, esta é uma plataforma chave para o iPhone e para a futura aposta na área automóvel.

O que pretende a Apple? Entre outras coisas, assegurar que se mantém relevante no mercado mobile. O mapeamento e os dados baseados na localização estão a assumir um papel cada vez mais central na tecnologia mobile (90% dos utilizadores de smartphone nos Estados Unidos aproveitaram os serviços com base na localização para obter direções, recomendações, etc.).
Além disso, as marcas e os anunciantes mobile estão a reconhecer o valor dos anúncios centrados na localização: projeta-se que as receitas cresçam a uma taxa anual de 34% entre 2014 e 2o19, atingindo os 18,2 mil milhões de dólares, de acordo com uma estimativa da BIA/Kealsey. Esta é, assim, uma forma de captar receitas com publicidade no Maps.

applemaps

Como a Apple está a melhorar os mapas…

Após um mau lançamento do Maps (que se aconteceu porque a Apple tinha uma enorme quantidade de dados provenientes de diferentes fornecedores, incluindo a TomTom e outras empresas de pequena dimensão, e não tinha os seus próprios dados), a gigante tecnológica está a demonstrar uma grande dedicação à questão dos mapas através de:

  • drones para fazer updates mais rápidos aos mapas e obter uma visão mais granular de sinais de trânsito, alterações de ruas ou construções;
  • melhorando os sistemas de navegação nos automóveis;
  • e trabalhando no mapeamento de espaços interiores, como shoppings, aeroportos, museus, etc.

A Apple progrediu imenso nos últimos cinco anos, mas ainda existe muito espaço para crescer para igualar o Google Maps. Há alguns anos, a empresa liderada por Tim Cook utilizou carrinhas – à semelhança do que o Google fez durante uma década – e começou a captar os próprios dados de localização através de sensores. No entanto, estas carrinhas são caras e requerem recursos humanos, ao contrário dos drones, que são mais pequenos e podem sobrevoar áreas inacessíveis às carrinhas.

A Apple já tem aprovação da FAA, mas está limitada, por enquanto, às regiões que não estão regulamentadas. A Amazon, por exemplo, escolheu o Reino Unido para fazer testes com o Prime Air.

Mapeamento de espaços interiores e navegação automóvel

Para além dos drones, que são uma iniciativa a longo prazo para melhorar os dados de localização, a Apple está a trabalhar em, pelo menos, duas novas funcionalidades a ser lançadas com o update do iOS, no próximo ano. Uma delas será o mapeamento de espaços interiores: nos últimos anos, a Apple tem utilizado o Wi-Fi, tecnologia de sensores ibeacons, etc., para mapear locais com elevado tráfego e volume, tais como shoppings, aeroportos, grandes museus, etc. Quando a empresa lançar esta funcionalidade será possível navegar nestes sítios a pé com o Apple Maps no smartphone. Tal justifica a aquisição de empresas como a Indoor.io e a WiFiSlam.

Outra funcionalidade será dedicada à navegação no automóvel, tentando mais uma vez melhor em relação ao Google. No próximo ano, o Apple Maps já indicará que temos que atravessar duas faixas para sair da auto-estrada, tal como o Google Maps já faz.

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