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Fabricantes de relógios reposicionam-se para concorrer com Apple


O grupo Swatch (que inclui marcas como a Tissot, Omega e Swatch) é o primeiro fabricante de relógios a anunciar o lançamento de um sistema operativo para smartwatches (para o final de 2018, através da marca Tissot). Várias marcas de relógios optaram por compatibilizar com as plataformas da Apple ou da Google nos seus produtos, como são o caso da TAG Heuer e da Fossil, por exemplo, que possuem relógios com o sistema operativo da Google, Android Wear, integrado.

Num mundo dominado pelos GAFA (Google, Apple, Amazon e Facebook), os players tradicionais podem conectar-se às plataformas já existentes ou criar novas, sendo que diferentes abordagens têm maior ou menor dificuldade:

Este posicionamento da Swatch representa, por isso:

Inovar utilizando as plataformas dos GAFA

Ao contrário do grupo Swatch, algumas marcas de relógios que operam no segmento de luxo optaram por integrar o Android em novos modelos de smartwatches, tais como a Movado (Tommy Hilfiger e Hugo Boss) ou a Mont Blanc, para concorrer com a Apple. Também a TAG Heuer acaba de lançar um novo modelo, desenvolvido em parceria com a Intel e que integra o sistema operativo da Google.

À semelhança do que aconteceu com o mercado dos smartphones, em que marcas como a Samsung ou Xiaomi utilizaram o software da Google para impulsionar os seus negócios e concorrer com o iPhone, a mesma estratégia ao que tudo indica está a ser implementada pelas marcas de relógios tradicionais.

Durante o evento de apresentação do Apple Watch Series 2, no ano passado, foi interessante ver como a Apple comparou as receitas do seu smartwatch com os fabricantes de relógios. Tim Cook revelou que o Apple Watch já é a marca nº 2 de relógios, só ficou atrás da Rolex, em termos de receitas, em 2015.