Com a aquisição da cadeia de supermercados de produtos alimentares Whole Foods, por 13,7 mil milhões de dólares, a Amazon abre um capítulo na compra de empresas “tradicionais” por parte de gigantes tecnológicas, que, tipicamente, adquirem outras empresas tecnológicas para acrescentar valor à sua oferta.
No passado, especulou-se sobre uma possível aquisição de ações do New York Times por parte da Google e da CBS por parte da Apple, por exemplo, mas estes negócios nunca chegaram a concretizar-se.
Além da Amazon, a Alibaba também adquiriu, no início deste ano, a totalidade do Intime Retail Group com a intenção de reforçar a sua presença no mundo offline. E se as gigantes de e-commerce estiverem a abrir um precedente e outras tecnológicas, como a Google, Apple, Facebook, Tesla, etc, começarem a comprar empresas “tradicionais”…? E se a Apple adquirir a Disney e/ou a Visa, por exemplo?
O certo é que, após a compra, a Whole Foods valorizou mais de 3 mil milhões em capitalização bolsista, a Amazon 14 mil milhões (superou o valor da compra!) e as empresas de retalho “tradicionais” rivais como a Target, Kroger, Costco, Walmart e empresas de bens alimentares como a Kraft Heinz e Mondelez desvalorizaram, em conjunto, quase 40 mil milhões de dólares.
Esta compra terá um enorme impacto no negócio dos produtos alimentares da Amazon (um mercado que vale 600 mil milhões de dólares nos Estados Unidos). Existem sinergias entre a Amazon Fresh e a Whole Foods. Com a aquisição, a Amazon expande consideravelmente, de forma mais rápida e fácil, a sua presença no retalho físico (Whole Foods está em 465 localizações na América do Norte e no Reino Unido).
Não há dúvidas de que a Amazon está a avançar em força no mercado de produtos alimentares e de que ambiciona fidelizar ao seu ecosssistema clientes com maior poder de compra (produtos da Whole Foods são premium), mantendo um contacto diário/semanal extremamente valioso para estas empresas da nova economia.
Não é também difícil imaginar potencialidades de negócio que daqui poderão surgir: aliando o serviço AmazonFresh ao AmazonBusiness, a Amazon poderá vir a criar um serviço B2B “AmazonFresh para Restaurantes”, por exemplo, disrompendo o negócio dos distribuidores de produtos alimentares. Acima de tudo, tem a tecnologia, o know-how e a infraestrutura logística necessária para fazê-lo.
ChatGPT já pode enviar mensagens por si | Meta lança Pocket nos EUA
A Dognosis desenvolveu o BreathEasy, um teste que analisa a respiração para procurar sinais de…
Qwen ultrapassa rivais nos downloads | Starcloud angaria 250 milhões para centros de dados no…
Neste Weekend, explicamos-lhe o que é o Muse, o novo agente de inteligência artificial da…
Há ideias que ficam no papel. E há outras que já estão a transformar o…
O resumo da semana do SuperToast, 100% gerado por AI.