Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris
“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL. Encontrará nesta morning toast as últimas novidades da Network Economy.
Nos últimos 20 anos, as empresas de media passaram a ter uma concorrência consideravelmente maior por parte da Google e Facebook. A ascensão destas duas gigantes digitais e da publicidade programática, que permite aos media (re)segmentar anúncios com base no seu histórico de navegação, conduziu a um decréscimo nas receitas dos publishers. Hoje, Facebook e Google representam mais de 75% da publicidade online e praticamente todo o crescimento.
Através da partilha de dados para ter uma visão mais abrangente de todos os consumidores que visitam os seus sites, esta aliança visa tornar-se uma alternativa convincente ao Google e Facebook. Em conjunto, a audiência dos sites destes media representa 50% da população francesa.
Para combater a dimensão gigantesca dos GAFA (Google, Apple, Facebook e Amazon) e os seus efeitos de rede, as empresas tradicionais tendem a cooperar e a formar alianças para conseguir atingir uma escala comparável.
A Google está a financiar uma iniciativa que visa a automação da redação de notícias para a The Press Association, uma agência de notícias do Reino Unido. O software irá utilizar inteligência artificial e dados para escrever mais de 30 mil artigos/mês. O objetivo é ajudar os jornais regionais a continuar a fazer a cobertura de acontecimentos locais, dado que o setor da imprensa está a passar por dificuldades financeiras. Será que o software vai substituir os jornalistas? “Jornalistas com competências continuarão a ser vitais no processo”. Segundo Peter Clifton, editor-chefe da The Press Association, os jornalistas serão responsáveis pela revisão e curadoria das notícias redigidas pelo software, de forma a evitar que os jornais publiquem notícias falsas.
A inteligência artificial ainda carece de melhorias ao nível do detalhe e estilo e pode não substituir os jornalistas num futuro próximo, mas é certo que tenderá a justificar uma redução de postos de trabalho. Nos últimos 10 anos, a Google captou uma grande parte das receitas de publicidade ao setor dos media. Agora quer ajudá-lo a sobreviver ao financiar ferramentas de software.
Na FABERNOVEL, acreditamos que a Station F é uma incubadora revolucionária, não apenas pela sua dimensão, mas porque foi construída como uma plataforma que visa incentivar a inovação promovida por startups. A incubadora tem 24 parceiros, entre eles gigantes tecnológicas, como o Facebook, Microsoft e Amazon, que vão fornecer serviços e infraestruturas para apoiar o crescimento destas startups. Bancos e venture capitalists são outros dos parceiros.
A Station F não cria os serviços, mas orquestra a rede de parceiros de forma a maximizar o valor para todo o ecossistema.
A neutralidade da Internet (igualdade de acesso à Internet para todos os websites) é considerada um fardo no negócio de alguns fornecedores de serviços de Internet, que querem gerar mais receitas ao controlar o tráfego da Internet. Contudo, Google e Facebook estão a fazer esforços para fornecer Internet ao mundo inteiro, através dos projetos Loon (Google) e Free Basics (Facebook), o que, por vezes, indicia que não irão respeitar a neutralidade da Internet para favorecer as suas próprias apps e serviços.
Neste novo episódio do podcast Tech Balance da Fundação MEO, a conversa parte de um…
O resumo da semana do SuperToast, 100% gerado por AI.
Ainda nesta edição: OpenAI adquire Promptfoo | Google acelera produtividade com Gemini
O Phantom 3500 é um jato executivo da emrpesa norte-americana Otto Aerospace, criado para ser…
Marvin Minsky, pioneiro e cofundador do MIT AI Lab
Ainda nesta edição: Nova função do ChatGPT explica ciência e matemática | Google Maps fica…