Por: Joachim Renaudin, analista de projetos na FABERNOVEL INNOVATE Paris
“Destaques GAFAnomics®” é uma compilação dos artigos mais importantes partilhados internamente pela equipa da FABERNOVEL.
Talvez a Uber esteja num ponto de viragem: um novo rosto na liderança irá certamente ajudar a mudar a imagem negativa que a empresa possui nos media. Além disso, em Julho, a Waymo (empresa da Google dedicada à mobilidade) estreitou a ação judicial contra a Uber e, apesar de todo o espalhafato, os últimos resultados da Uber foram satisfatórios. A empresa apresentou um crescimento de 118% ano após ano, diminuindo ligeiramente os prejuízos. Quem disse que a Uber estava condenada?
Na sequência da crescente preocupação sobre o processo de robotização, Bill Gates defendeu, há alguns meses, a cobrança de um imposto para os robôs. Agora, a Califórnia está a ponderar a sua introdução: a supervisora de São Francisco, Jane Kim, apresentou o “Jobs of the Future Fund”, cujo objetivo é estudar a possibilidade de um imposto profissional para os robôs.
Contudo, um imposto deste tipo suscita várias questões. Como definir um robô? Um algoritmo é um robô? Provavelmente, não. Substitui empregos executados por humanos? Provavelmente, sim. Um robô substitui empregos ou substitui determinadas funções? Uma coisa é certa, a automatização está a chegar e, por isso, quer se esteja ou não a favor da cobrança de impostos aos robôs, é melhor verificar se o seu emprego está em risco.
A Amazon lançou um programa para influenciadores do YouTube, permitindo que estes abram uma página na plataforma da Amazon e possam recomendar a fãs os seus produtos preferidos. Sempre que algum utilizador efetuar compras através da página destes youtubers na Amazon, estes recebem uma comissão pelo produto vendido.
Esta iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da Amazon que visa impulsionar os media sociais para aumentar a vendas de produtos na sua plataforma. Em Julho, a Amazon lançou uma nova ferramenta semelhante ao Instagram, destinada aos membros do programa de fidelização Amazon Prime, através da qual é possível partilhar fotografias de produtos e comprar diretamente a partir da news feed.
Enquanto a estratégia da Amazon passa por adquirir um grande distribuidor para conquistar a cadeia de valor desde o fornecimento à distribuição, a Google optou por aliar-se à Walmart no fornecimento, focando-se em controlar o contacto com o consumidor. O nosso colega Kevin Echraghi, analista sénior na FABERNOVEL INNOVATE Paris, comentou esta parceria no canal francês BFMBusiness.
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