Petal: machine learning para revolucionar cartão de crédito

  • A Petal criou um cartão de crédito destinado a utilizadores financeiramente excluídos.
  • A startup fintech utiliza machine learning para analisar dados como o salário ou renda para avaliar os seus potenciais clientes.

A Petal criou um cartão de crédito especialmente destinado àqueles que não têm  histórico de crédito e que têm dificuldade em aceder a um cartão deste tipo. Para oferecer um produto inovador, a startup cria um registo digital dos seus utilizadores, com base nos seus salários, rendas, encargos e poupanças.

Como? A Petal recorre a tecnologia de machine learning para analisar estes dados, que recolhe ao solicitar o acesso às contas bancárias dos utilizadores. Desta forma, consegue criar uma proposta economicamente atrativa: um produto com taxas de juro mais baixas, que não cobra qualquer tipo de comissão e com um limite de 10 mil dólares.

Além disso, a experiência de utilização do cartão também promete ser diferenciadora: através de uma aplicação, os utilizadores conseguem saber rapidamente quanto têm em dívida no seu saldo e o montante do juros que terão de pagar com base no pagamento que vão fazer.

 

Ao disromper a forma tradicional de avaliação de crédito, baseada num conjunto limitado de dados financeiros, a Petal tem o potencial de escalar rapidamente a sua base de utilizadores.

A visão de negócio da startup tem em conta que 27% dos lares nos Estados Unidos não são cobertos ou são cobertos de forma insuficiente pelo sistema bancário; e que outros 45 milhões não preenchem os requisitos para ter acesso a cartões de crédito. O segmento millennial (apenas 33% possuem cartão de crédito) pode ser especialmente atrativo para fazer crescer a base de utilizadores da Petal.

A Petal vai lançar brevemente o seu cartão de crédito nos Estados Unidos, depois de ter captado um investimento de 13 milhões de dólares (liderado pela Valar Ventures, uma empresa de capital de risco co-fundada por Peter Thiel, co-fundador do PayPal).


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