• A Primaa desenvolveu um software que apoia patologistas na deteção de cancro numa fase ainda muito incipiente. 
  • A solução da startup digitaliza as lâminas de amostragem do microscópio para gerar milhões de imagens que são analisadas por um algoritmo de inteligência artificial, tornando possível a aceleração da interpretação das lesões nos tecidos e um rápido diagnóstico.

Fundada em 2018 por 3 primos, a startup Primaa desenvolveu um software que apoia na deteção de cancro numa fase ainda muito incipiente. A solução dirige-se a patologistas que, em laboratórios de anatomia patológica, clínicas ou hospitais, realizam biópsias diariamente, trabalhando em estreita colaboração com oncologistas e radiologistas no estudo de tecidos.

Até agora, o processo era manual: as amostras eram transferidas para lâminas e analisadas ao microscópio. Com esta nova solução, as lâminas de amostragem são digitalizadas gerando milhões de imagens e um novo banco de dados, que por sua vez, é percorrido por um algoritmo de inteligência artificial, tornando possível a aceleração da interpretação das lesões nos tecidos e um rápido diagnóstico.

A primeira solução comercializada em França está focada na deteção do cancro da mama (o mais comum nas mulheres), mas é possível que outras patologias estejam na mira da Primaa.

Desde que foi fundada, esta startup de biotecnologia já captou 4,2 milhões de dólares e tem como investidores a Ambition Amorçage Angels Fund (gerido pelo Bpifrance) e a Angels Santé, a rede líder europeia de business angels na área da saúde