A verdadeira inteligência artificial (ainda) não existe

O cérebro tem tanto de fascinante como de misterioso.

Sabemos mais sobre os diferentes tipos de neurónios, como é que é comunicam entre si e que neurónios estão ativos quando desempenhamos diferentes tarefas. Mas, só agora começámos a entender como funciona o cérebro de uma minhoca, que tem apenas 300 neurónios (o nosso tem 86 mil milhões de neurónios).

Com este (des)conhecimento sobre o cérebro, estaremos longe de criar máquinas verdadeiramente inteligentes? Hoje, os computadores conseguem vencer um campeão de xadrez, mas não sabem que xadrez é um jogo, nem sabem a história do jogo. E ainda não têm a capacidade de aprender por si só de forma contínua, como um humano.

No livro A Thousand Brains: A New Theory of Intelligence, o neurocientista, fundador da empresa Numenta, Jeff Hawkins apresenta uma nova teoria sobre a inteligência humana e sobre o que é necessário para criar uma verdadeira inteligência artificial.

Para Hawkins, a única forma possível é replicando o funcionamento do neocórtex, a parte do cérebro responsável por tudo o que está associado com inteligência, desde a linguagem à resolução de problemas.

Este livro leva-nos numa viagem interessante sobre como serão as máquinas inteligentes do futuro – e se podem representar um risco para a humanidade, como já vimos em filmes de ficção científica, explorando também temas como a ligação do nosso cérebro aos computadores.

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Patrícia Silva
Gestora de comunicação e marketing na Fabernovel. Colaborou com a Visão, SIC, Rádio Renascença e duas publicações ligadas às temáticas da Energia e Cidades Inteligentes. Licenciada em Comunicação e Jornalismo pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e com uma Pós-Graduação em Jornalismo Multiplataforma pela Universidade Nova de Lisboa. 
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