Quarteto Fantástico, X-Men, Homem-Aranha, Hulk e tantos outros. Todos saíram da imaginação de um homem que queria ser um grande escritor e que encontrou na banda desenhada o seu propósito: a arte de entreter as pessoas.
Stan Lee faria 101 anos este ano. Morreu a 12 de novembro de 2018 e vai ser para sempre lembrado como o homem que escrevia os diálogos das bandas desenhadas dos super-heróis da Marvel, ao lado dos ilustradores Jack Kirby e Steve Ditko.
Muitos de nós podem também lembrar-se dele pelas suas carismáticas participações especiais em filmes da Marvel – os chamados “cameos”.
A história de Stan Lee é marcada pela perseverança e pelo instinto de criar algo que ele próprio gostasse de ler e com o qual as pessoas se identificassem. Isto fica muito claro no documentário “Stan Lee”, lançado pelo Disney+ em sua homenagem.
Nesta interessante viagem pela vida de Lee, narrada na primeira pessoa, percebemos que demorou algum tempo a entender o poder da banda desenhada, até perceber a força do entretenimento e como podia transformar a experiência do utilizador.
Durante a 2ª guerra mundial, por exemplo, Stan Lee criou uma banda desenhada para formar com maior rapidez quem processava os pagamentos aos soldados e garantir que não havia atrasos nos pagamentos. A formação passou de 6 meses para 6 semanas e foi um verdadeiro trabalho de UX!
“Se queremos realmente mudar as coisas e torná-las melhores, temos de mergulhar de cabeça” – Stan Lee
E se a empatia pode fazer de nós melhores inovadores, eu diria que Stan Lee também tinha este “superpoder”. O grande segredo dos super-heróis da Marvel é que as pessoas se revêem neles, porque têm os mesmos problemas que qualquer um pode ter: ficam desempregados, terminam relacionamentos ou são despejados por não pagar a renda.
Fica como sugestão não perder este documentário sobre alguém que, mais do que um gestor, era um criativo. 🙂
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