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Tech Balance: Como a tecnologia está a transformar a empregabilidade

A tecnologia mudou radicalmente a forma como trabalhamos, recrutamos e nos desenvolvemos profissionalmente. No mais recente episódio do Tech Balance, o podcast da Fundação MEO, explorámos os novos desafios da empregabilidade numa era dominada por algoritmos, inteligência artificial e transformação digital.

Filipa Pinto Coelho, CEO do Café Joyeux Portugal e presidente executiva da Associação VilacomVida, e Eduardo Mendes, Managing Partner da Harpoon e professor na Nova SBE Executive Education, mergulharam numa conversa sobre o futuro do trabalho e o papel crucial da tecnologia na inclusão.

O recrutamento na Era Digital

Eduardo Mendes trouxe-nos a perspetiva de quem está na linha da frente da transformação do recrutamento. A Harpoon, criada há quase 10 anos, nasceu da ideia de usar algoritmos para fazer o “match” entre empresas e candidatos – uma visão à frente do seu tempo.

A tecnologia acelerou e facilitou o processo de recrutamento, aumentando exponencialmente o volume de candidatos que as empresas conseguem alcançar. Plataformas como o LinkedIn revolucionaram o mercado, tornando-se verdadeiras bases de dados de talento. Mas será que o LinkedIn matou o CV tradicional? E mais importante: será que a tecnologia consegue, sozinha, identificar o verdadeiro talento?

A tecnologia como ferramenta de inclusão

Por outro lado, Filipa Pinto Coelho trouxe uma perspetiva inspiradora sobre como a tecnologia pode ser um superpoder para jovens com perturbação do espectro do autismo ou síndrome de Down.

No Café Joyeux, a tecnologia é usada para facilitar a operação diária: livros de receitas em iPad, digitalização da caixa e sistemas de pagamento simplificados. Mas vai muito além disso. Os “équipiers” – como são chamados os colaboradores do Café Joyeux – são utilizadores ávidos de tecnologia nas suas vidas pessoais: redes sociais, gaming, criação de conteúdos.

Filipa Pinto Coelho explica como a tecnologia pode colmatar falhas de comunicação e ajudar a acalmar a ansiedade. Por exemplo, admite que num processo de recrutamento, enquanto uma entrevista conduzida por um robot pode ser inibidora para alguns candidatos, para um jovem com algum tipo de diferença pode ser significativamente menos stressante.

O talento em constante evolução

Nas últimas duas décadas, assistimos a uma transformação radical nas competências procuradas pelas empresas. Primeiro, foram necessárias pessoas para digitalizar os negócios. Depois, para os transformar. Agora, vivemos a era da inteligência artificial, dos engenheiros de prompts e dos criadores de agentes.

A esta velocidade, surge uma questão pertinente: a pessoa que contratamos hoje será a pessoa que necessitamos daqui a cinco anos?

Neste episódio do Tech Balance fica a reflexão sobre como podemos usar a tecnologia para criar um mercado de trabalho mais justo, inclusivo e preparado para o futuro.

Porque no fim, talento não conhece limites – só precisa das ferramentas certas para brilhar.

Sandra Lucas Ribeiro

Sandra é Co-founder e Managing Partner da Instinct desde a sua criação em 2012, tendo sido COO durante os 10 anos que a Instinct representou a Fabernovel em Portugal. Depois de 7 anos dedicados ao jornalismo, na rádio e na televisão, participou na criação de uma das primeiras agências digitais em Portugal em 1998, a Absolut System adquirida pelo grupo WPP passando a OgilvyInteractive onde foi durante 5 anos Diretora de Serviço ao Cliente. Ao longo da sua carreira passou ainda por várias agências, como a Partners, a Grey e a Strat. Apaixonada pelas ciências sociais, em particular pela revolução social provocada pelo digital e pelo impacto das novas tecnologias no comportamento humano e no mundo dos negócios. Formada em Psicologia (Université Paris 8), em Marketing Management (Católica Business School of Lisbon), Jornalismo (CENJOR) e em Luxury Brand Management (Executive Course - ISEG), tem-se dedicado nos últimos anos ao Human-Centered Design (IDEO.org) e ao estudo das emoções na experiência digital.

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