Bryan Johnson é um empreendedor por natureza. Ainda muito jovem, criou duas startups na área das telecomunicações, mas depressa enveredou pela área dos pagamentos fundando a Braintree, que cinco anos mais tarde adquire a Venmo por 26,2 milhões de dólares. Uma fusão que passado poucos meses, em setembro 2013, deu os seus frutos, quando Bryan anuncia que vendeu o negócio ao PayPal (então parte do eBay) por 800 milhões de dólares. Com parte desse valor, cria a Kernel, uma empresa de desenvolvimento de hardware que mede ondas cerebrais, focada em descodificar a doença de Alzheimer, o envelhecimento, as concussões, e até os estados de meditação.
Ao contrário da sua vida profissional de sucesso, para trás deixa uma infância humilde, uma vida religiosa que no confronto com a ciência decide abandonar, três filhos e um casamento fracassado.
Empreender no seu próprio corpo
Agora milionário, Bryan Johnson torna-se obcecado em desafiar o processo de envelhecimento e alcançar a imortalidade, investe em tecnologias de ponta e tratamentos experimentais, procurando travar o envelhecimento e, até mesmo, rejuvenescer.
No documentário “Imortal: O Homem Que Quer Viver Para Sempre”, disponível no Netflix, Bryan partilha como funciona o seu novo projeto de vida e de antienvelhecimento, a que chamou “Blue Print”.
Convicto que a morte é apenas uma escolha, e não um destino inevitável, o empreendedor explica a sua rotina, que passa por uma dieta rigorosa, uma intensidade de exercício físico, um sono de qualidade, quilos de suplementação, meditação e, claro, uma avaliação constante dos seus dados biológicos.
Controverso na sua abordagem, não se inibe de utilizar tecnologias e tratamentos, alguns experimentais e outros mais estabelecidos como a terapia genérica para rejuvenescer células e órgãos, transfusões de plasma jovem (do seu filho para ele e dele para o seu pai), crioterapia para reduzir inflamação e promover a recuperação celular ou oxigenoterapia hiperbárica através de câmaras que aumentam a oxigenação dos tecidos.
Um documentário que não deixa ninguém indiferente. Podemos questionar a ética, os limites da ciência e da tecnologia, levantar dúvidas sobre o caminho obsessivo seguido por Bryan Johnson ou ainda, em contra-senso, dizer que “este estilo de vida não é vida”!
Certo é que a longevidade é, e continuará a ser nos próximos anos, um desafio estimulante para a ciência, a tecnologia e a inovação, uma oportunidade para o mundo dos negócios com pessoas a viver cada vez mais anos e um enorme desafio para os estados e os governos.
Bryan Johnson é apenas um protótipo.
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