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Que a Inteligência Artificial não nos leve para um buraco

Um grupo de pessoas…isoladas do resto do mundo…na mãos de uns terroristas.

Os criadores da famosa série “A Casa de Papel” parecem querer seguir a mesma receita, só que desta vez, os terroristas têm uma nova arma: a Inteligência Artificial.

A mais recente série do Netflix, “O Refúgio Atómico“, é uma importante lição de literacia digital, de como através de imagens geradas por AI se convence um grupo de pessoas a entrar num “buraco”.

A história começa com a premissa de uma iminente guerra nuclear e, diante dessa ameaça, um grupo de famílias multimilionárias paga uma fortuna para se abrigar no Kimera Underground Park, um bunker subterrâneo ultraluxuoso equipado com todo o conforto de um hotel 5 estrelas, como spas, bares e restaurantes sofisticados.

Convencidos por imagens de destruição e acreditando serem os “últimos sobreviventes” de um mundo que na realidade não acabou, envolvem-se num thriller psicológico, que explora o ódio, o medo, a manipulação, mas também o amor e as relações humanas. Tudo isto debaixo do olhar de Roxán, a Inteligência Artificial que capta todos os gestos, os tons de voz, as expressões faciais e o raciocínio dos refugiados.

O verdadeiro propósito de Roxán é criar “clones digitais” dos seus clientes presos no bunker para, no mundo real, conseguir executar uma série de golpes, transferências de dinheiro e manobras financeiras enquanto eles ficam isolados e indefesos, acreditando que o dinheiro já não tem valor.

O que não deixa de ser interessante é que, enquanto tememos a usurpação de identidade, a clonagem da nossa biometria, a capacidade da “máquina” antecipar o nosso comportamento, esquecemo-nos que no mudo real podemos ser enganadoa toda uma vida pela pessoa em quem mais confiámos.

Na Instinct, defendemos a utilização responsável de inteligência artificial e acreditamos que é essencial estarmos informados sobre as suas potencialidades, pois nem sempre a tecnologia é utilizada para o bem. Rejeitar não é o caminho. Ou corremos o risco de cair numa armadilha que nos pode levar a acreditar que chegou o fim do mundo.